Pink Transparent Valentine Balloon Heart Help Paradise

Pesquisar este blog

sábado, 5 de julho de 2025

NEUT MAGAZINE | “O FUJI ROCK FESTIVAL ’23 foi um palco dos sonhos”

  Esta entrevista é de propriedade de Neut Magazine, feita em Setembro de 2023 por Kotetsu Nakazato, nós apenas traduzimos, sendo assim com todos os créditos dados aqui.

~~~~~~~~~~~

Conversamos com o Balming Tiger, a banda de alternative K-POP que mostrou que só um coletivo com tantas visões diferentes poderia criar algo assim.


Hoje em dia, o K-POP não é mais algo restrito à Coreia do Sul — ele tomou o mundo e parece estar entrando em uma nova fase depois da explosão global. Já não é raro ver artistas coreanos nas paradas globais da Billboard, e alguns até chegam ao topo do ranking. Isso mostra que o K-POP se tornou uma parte essencial da cena musical mundial.

Nesse contexto, o Balming Tiger, um coletivo artístico que se autodefine como uma “banda multinacional de K-POP alternativo”, vem sacudindo a cena com uma proposta completamente nova. Eles estão reconstruindo a imagem não só do K-POP, mas também da Coreia e até da Ásia como um todo, trazendo novas referências e repensando tudo que já foi feito até aqui.


Com base em Seul, na Coreia do Sul, o Balming Tiger é formado atualmente por 11 membros. O que mais os diferencia de outros grupos de K-POP é que nem todos os integrantes cantam — o time inclui produtores musicais, diretores criativos, cineastas, profissionais de marketing e outros criadores.

Eles não apenas produzem a música e o visual por conta própria, como também cuidam de toda a parte de divulgação e entrega, tudo feito em equipe, de forma integrada.

Com essa estrutura livre e criativa, o Balming Tiger começou sua trajetória em 2018. E foi no ano passado, em setembro, que eles tiveram um boom global ao lançar a faixa “SEXY NUKIM”, com participação do RM, líder do BTS.

A música foi um sucesso no mundo inteiro e, já no dia seguinte ao lançamento, alcançou o 1º lugar no ranking global do iTunes. Muita gente ao redor do mundo conheceu o Balming Tiger justamente por causa dessa colaboração.


O Balming Tiger foi uma das atrações do FUJI ROCK FESTIVAL ’23, realizado em julho deste ano, e deixou o público em puro êxtase.

A música deles foge de qualquer rótulo — cada faixa cria um universo próprio. Mesmo sendo um show ao vivo, a sensação às vezes é a de estar assistindo a uma peça de teatro, de tão performático e imersivo que é.

Os membros San Yawn, Omega Sapien, Mudd the Student, sogumm, bj wnjn e Hong Chanhee subiram ao palco com caixas na cabeça, decoradas com rostos em estilo anime, e foi com essa entrada inusitada que deram início ao “mundo Balming Tiger”, apresentando a música “Kolo Kolo”, lançada em 2022.



Além dos singles lançados — como “Almadillo”, “SEXY NUKIM”, “JUST FUN!” e “Trust Yourself” — o Balming Tiger também apresentou músicas solo dos membros e nada menos que oito faixas inéditas.

Mesmo com tantas músicas novas, eles conseguiram envolver todo mundo: com refrões marcantes que puxavam o público pro clássico call and response (quando a plateia responde aos vocais) e mosh pits que explodiam antes dos refrões, eles foram encurtando a distância com o público ao máximo.

A energia do Balming Tiger puxava a galera, e a energia da galera puxava o Balming Tiger de volta. Foi uma verdadeira troca intensa, como se fosse um embate de forças criativas — e quando a gente se deu conta, a uma hora de show já tinha passado num piscar de olhos.

Logo depois dessa apresentação eletrizante, os integrantes San Yawn, Omega Sapien, Mudd the Student, sogumm, bj wnjn, Hong Chanhee e Henson Hwang deram uma entrevista exclusiva pra contar mais sobre a experiência.

Da esquerda para a direita: San Yawn, Mudd the Student, Omega Sapien, Hong Chanhee, sogumm, bj wnjn


"Crescer junto com amigos importantes é tudo pra mim."


— Obrigado pelo show de hoje! Como foi a primeira participação de vocês no FUJI ROCK FESTIVAL ’23?

Omega Sapien: O Fuji Rock sempre foi um palco dos sonhos pra gente, então nos preparamos bastante. Fico feliz que conseguimos mostrar tudo isso de uma forma legal.

Hong Chanhee: A gente cometeu alguns errinhos aqui e ali (risos), mas deu tudo certo no fim. Como o lugar é rodeado por montanhas, dava até pra sentir a energia da natureza.

Mudd the Student: Assim como o Omega falou, eu também sempre quis tocar no Fuji Rock. Foi uma honra dividir o palco por onde passaram tantos roqueiros lendários.

Hong Chanhee: Eu sou muito fã do 100 gecs, então fiquei feliz demais de tocar no mesmo dia que eles! Pena que por causa dessa entrevista eu não vou conseguir assistir (risos).

— Perdão por isso! (risos). Já se passaram cinco anos desde a formação do Balming Tiger. Podem relembrar como o grupo começou?

San Yawn: Na verdade, não teve um momento exato em que a gente decidiu “vamos criar um grupo”. Foi algo bem natural. Eu fui chamando um por um porque queria fazer coisas malucas junto com eles.

— Na indústria, é bem comum contratar produtores de fora pra fazer as músicas, mas o Balming Tiger cuida de tudo dentro do grupo — da produção à divulgação. O que vocês acham de trabalhar nesse formato?

Omega Sapien: O melhor de tudo é poder trabalhar com amigos que eu realmente gosto.

sogumm: Pra mim, crescer ao lado de amigos que são importantes de verdade é tudo.


"É justamente porque cada membro tem sua própria visão que conseguimos ser sem rótulos."


— Pessoalmente, sinto que as músicas e os videoclipes do Balming Tiger representam a Ásia de um jeito livre e estiloso, desconstruindo vários estereótipos. Como vocês gostariam de transformar essa imagem da Ásia por meio da música e da performance?

Omega Sapien: Muita gente na Ásia cresceu ouvindo música ocidental e acaba repetindo aquilo como referência. Mas o que a gente quer é criar algo que nos dê orgulho de sermos asiáticos — uma forma de expressão que diga: “isso é nosso, e é da hora.”

sogumm: Representar a Ásia é importante pra mim, mas tão importante quanto isso é expressar quem eu sou e o que eu amo. Eu sou asiática, então quando me coloco de forma verdadeira no que crio, isso naturalmente já carrega essa identidade também.

— Então, expressar a si mesmo é o mais essencial. As músicas do Balming Tiger são muito diversas, sem se prender a gêneros, e cada faixa tem uma vibe única. Existe alguma ideia ou sentimento em comum entre elas?

sogumm: Na real, cada membro pensa e sente coisas diferentes. Acho que é por isso que cada música tem um clima e uma linguagem própria. Cada um ouve estilos diferentes também. Mas quando tudo isso se junta, com todas essas vozes diferentes, a gente acaba expressando algo que reflete o que é viver nesse “tempo presente”. O que a gente faz é, no fundo, o retrato desse nosso agora.

Hong Chanhee: Justamente por sermos diferentes é que conseguimos criar expressões tão variadas.


O verdadeiro valor da música está aí.


— É justamente por terem diversas ideias que conseguem criar algo novo. Com gostos e estilos tão diferentes, como é o processo de criação musical do Balming Tiger?

Henson Hwang: Cada um tem seu gosto, claro, mas a gente respeita muito as preferências uns dos outros e está sempre curioso por sons novos. Por isso, a gente toca junto com frequência e investe tempo na criação das músicas. O processo costuma começar com uma pessoa puxando o projeto e definindo a direção geral. Aí os outros vão adicionando suas cores e energias, dando peso ao projeto. Conforme a música vai tomando forma, todo mundo dá feedback e juntos fazemos arranjos e ajustes até ficar pronta.

— Então, as opiniões e estilos de todos os membros estão presentes em cada música. “SEXY NUKIM”, com participação do RM do BTS, chamou atenção mundial e foi um sucesso pra ambos os lados. Tem alguém com quem o Balming Tiger gostaria de colaborar no futuro?

San Yawn: Eu adoraria trabalhar com o diretor Park Chan-wook um dia! Cresci assistindo aos filmes dele — tipo Oldboy e I’m a Cyborg, But That’s OK — e ele teve um impacto enorme na visão artística do Balming Tiger. Ele é um artista que inspira muita gente, justamente por usar materiais e formas de expressão que ninguém tinha reparado antes. Seria incrível colaborar com ele algum dia.


— Assim como vocês foram influenciados pelas obras do diretor Park Chan-wook, vocês acreditam que a música de vocês tem o poder de impactar positivamente as pessoas e a cultura?

San Yawn: Acho que esse é o valor máximo da música — e da arte em geral. A gente sente que, a cada álbum e show, estamos mostrando para o público o verdadeiro poder que a música carrega. Sem essa crença de que a arte pode mexer com o coração das pessoas, talvez os próprios artistas nem existissem.

— Para finalizar, qual é o objetivo atual do Balming Tiger?

San Yawn: Ampliar nossos horizontes, passo a passo. No momento, nosso foco é, através do próximo álbum e das atividades que virão depois, inspirar as pessoas de forma positiva.




Balming Tiger

Website / X / Instagram

Uma banda de K-POP alternativo que surgiu de repente na Coreia do Sul em 2018. Com 11 membros, eles cuidam de todo o processo: composição, gravação de clipes, performances e divulgação.
Eles chamaram atenção já no single de estreia, “I’m Sick”, e em 2019, com a música “Armadillo”, ganharam o prêmio de Music Video Of The Year no Korea Hip Hop Awards, conquistando seu espaço e influência na cena musical coreana.
Em 2022, lançaram “Sexy NUKIM”, com participação do líder do BTS, RM, trazendo um novo vento de fenômeno K-POP para o mundo inteiro.

Balming Tiger (feat. ATARASHII GAKKO!) - '나란히 나란히 Narani Narani' | Tradução para o português

 


-- Single lançado em 20 de Junho de 2025.

- CRÉDITOS
Composição: ATARASHII GAKKO!, bj wnjn, Mudd the student, Omega Sapien, San Yawn, sogumm, Unsinkable
Produção: Unsinkable, bj wnjn, San Yawn, sogumm, Lee Suho
Distribuição: TVAM, Balming Tiger, CAM

📺 ASSISTA O MV ABAIXO 📺


Narani Narani

Ah, a luz do sol se apagando
Lá se vai mais um dia, sayonara
Tô nem aí pro hoje, tanto faz, nem ligo
É hora de queimar tudo o que sobrou
Um passo em falso e já era

Araria
Eu me escondo
Pra qualquer lugar — de Seul até Narita (hey hey)
Só vencemos juntos (só vencemos juntos)
Força que vem de dentro (força que vem de dentro)
Girando e girando, ainda sem agir como alguém da minha idade

Tô me sentindo nas alturas, pegando fogo de vez
Todo mundo, vem comigo, galera!
Tô me sentindo nas alturas, pegando fogo de vez
O tigre e a luz azul, toca aqui!

Vamos dividir o tatame (Ganggangsullae)
Que sensação boa aqui dentro
Seguindo o belo andarilho
Atravessando montes e rios lindos
Seguindo o belo andarilho

Indo e voltando com o andarilho
Com o vento, lá vou eu de novo
Subindo até o céu azul — meu Deus
Por cima daquela montanha, daquela montanha, daquela montanha, daquela montanha

Ainda, ainda quero brincar mais
“Espera aí, mamãe!”
Mas... já tô cansada
“Vamos pra casa, papai!”

Pro céu que se pinta de vermelho
Sussurro um adeus
As sombras se alongam
Tomara que a gente se veja amanhã

Vamos dividir o tatame (Ganggangsullae)
Que quentinho no coração
Seguindo o belo andarilho
Atravessando montes e rios lindos
Seguindo o belo andarilho

O vento sopra, espalhando as flores
E o que a pétala vermelha quer dizer é:
Vamos dividir o tatame
Eureka, eureka, eureka



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Curiosidades

1 - O título significa literalmente "Lado a Lado".

2 - A capa foi feita usando a técnica de arte tradicional coreana chamada 혁필 (hyukpil) — um estilo de caligrafia pictórica onde as letras são transformadas em imagens como aves, flores e formas naturais coloridas. Essa arte ainda é praticada nas ru as de Seul, especialmente por artistas que pintam nomes personalizados em locais como a estação City Hall.

2 - “Araria" (아라리) é uma palavra tradicionalmente usada em canções folclóricas coreanas, geralmente sem significado literal direto, mas com função poética, expressiva ou rítmica — como um lamento ou suspiro.

3 - Ganggangsullae é uma dança folclórica coreana tradicionalmente feita por mulheres em roda.

4 - O "belo andarilho" na letra se trata de um Gakseori, que são artistas andarilhos que cantavam e se apresentavam nas ruas ou vilarejos, muitas vezes de forma cômica, crítica ou satírica.

BAZAAR | Por que o Balming Tiger virou febre

   Esta entrevista é de propriedade de Bazaar, feita em 30 de Junho de 2025 por Choi Kang Sun-Woo. Nós apenas traduzimos, sendo assim com os devidos créditos dados aqui.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 'Pigeon & Plastic' , o show solo do Balming Tiger e ao mesmo tempo o primeiro projeto do Balming Tiger Film Studio, foi muito mais do que só um show. Até onde será que vai essa fase experimental deles?

Quem é o Balming Tiger?

Eles não são só um grupo de músicos — o Balming Tiger é um coletivo criativo e experimental que vai muito além disso. Liderado por nomes como Omega Sapien, sogumm, Mudd the Student, bj wnjn e Lee Soo-ho, o grupo também inclui o produtor Sanyawn, além de beatmakers, cineastas, designers gráficos e artistas de várias áreas, todos no mesmo nível de excelência. No fim das contas, eles funcionam quase como uma “micro comunidade”.

A formação aberta do coletivo e o leque praticamente infinito de atividades que eles abraçam desde a estreia mostram bem isso: o universo musical que construíram desafia gêneros e é guiado pela experimentação. A base pode até ser o rap, mas eles passeiam livremente por eletrônica experimental, rock psicodélico, IDM, hip-hop abstrato e por aí vai — sempre transitando entre o alternativo e o pop sem medo.

Eles mesmos se definem como “alternative K-pop”, mas colocar um rótulo só parece até injusto. Afinal, esse estilo é só uma parte do que o grupo oferece. Os sons quebram os moldes: misturam psicodelia, eletrônico esquisitão, R&B alternativo e estruturas musicais não lineares, com pausas vazias intencionais, ruídos, versos sussurrados, cantos quase gritos e melodias desconexas. Essa mistura toda cria uma vibe única.

E o mais curioso? Apesar de todo esse lado experimental, os quatro também são divertidos, têm carisma, humor e um jeitão fofo que arranca risada só de aparecerem. Eles conseguem equilibrar perfeitamente o estranho com o popular.

‘Pigeon & Plastic’: Derrubando Fronteiras

Dessa vez, o Balming Tiger subiu um filme no palco. Literalmente. No fim de semana passado, eles fizeram um show solo chamado Pigeon & Plastic no YES24 Live Hall, em Seul — por só dois dias — e entregaram uma experiência totalmente nova, misturando música e atuação, realidade e ficção, telão e performance ao vivo.

O nome do show vem da música “Pigeon and Plastic”, do primeiro álbum completo deles. E como eles mesmos avisaram antes: seria “uma experiência única que só dá pra ver ao vivo”. E foi mesmo.

O show teve três blocos principais em vídeo (VCR), e a ideia central girava em torno de um set de filmagem — só que contado de forma cômica e caótica. A história acompanhava os bastidores de um filme sendo feito. A sacada? Os atores Park Jung-min, Baek Hyun-jin, Kim Ki-chun, Lee Jung-hyun e Shim Eun-kyung interpretavam os membros do Balming Tiger, enquanto os membros reais apareciam como dublês de ação dos próprios personagens. Um rolê bem doido — e genial.

Foto / Pôster de Pigeon & Plastic


No segundo ato, chamado “A Flor que Brota na Lama”, rola uma situação engraçada que faz a galera rir: enquanto os atores saem do palco, os dublês assumem as cenas principais e acabam causando uma confusão daquelas durante a gravação.

O palco é todo montado como o cenário de um “filme falso” que oscila entre sitcom e documentário, e a mistura entre o vídeo e a realidade acontece o tempo todo. Nessa hora, o público não está só ali pra “assistir” passivamente — eles acabam entrando nessa linha tênue entre o real e o imaginário, fazendo parte da cena, meio que “virando” o próprio personagem.

O Balming Tiger quebra essa ideia tradicional de que a gente só é espectador e os artistas só estão lá pra mostrar o show. Eles jogam todo mundo numa posição ativa, onde quem tá vendo também sente, participa e se conecta de verdade com o que tá rolando no palco. Quando a dança, a atuação, o palco e o vídeo se misturam, o público não tá só olhando — tá vivendo a história ali mesmo, como se fizesse parte dela.




Logo depois do show, as redes sociais e comunidades, incluindo o X, ficaram cheias de comentários tipo “Corri tanto que até fiquei com roxão no joelho” e “Fiquei confuso se era filme ou show de tão louco que foi”. Essa imersão física e emocional que o show provocou sacudiu totalmente a estrutura tradicional de quem apresenta e quem assiste — isso tem um significado enorme.

E, mais legal ainda, depois do bis rolou um vídeo-surpresa de uma “audição falsa” que não é só uma brincadeira pra fã, mas uma camada nova de fantasia: uma audição pra “virar Balming Tiger”. No vídeo aparecem artistas externos, como RM e Kim Han-joo, e tudo funciona como uma espécie de mise-en-scène dupla, onde cada elemento complementa o outro.

Um espaço pra novas experimentações no palco




A meta-narrativa do “virar” (being, becoming) está ligada à essência da postura dos artistas. Esse conceito não é sobre uma identidade fixa, mas sobre estar em constante transformação — atuando, imitando e se reinventando o tempo todo. Eles não se definem de forma rígida, aceitam ser “outros”, se desconstróem e escolhem sempre se tornar uma nova versão do Balming Tiger. Eles não estão só se apresentando, mas atuando, cantando e questionando dentro de um dispositivo experimental.

Vale destacar também a direção do show e a qualidade visual, que aumentam muito a imersão. A famosa diretora de arte Ryu Seong-hee, reconhecida por seu trabalho delicado no cinema coreano, participou pela primeira vez da produção do palco do show. Kim Han-joo, do Silica Gel, entrou como diretor musical e cuidou dos arranjos de todas as faixas. O palco foi tão bem pensado que parecia mais uma mise-en-scène linda, impossível desviar o olhar. Não foi só um show misturado com filme, mas sim um evento sensorial onde visão e som se entrelaçaram de forma orgânica.

Diferente dos shows de K-pop que focam em “mostrar” pros fãs, esse evento destruiu fronteiras e puxou o público para dentro da história. Graças ao trabalho nos bastidores, foi possível criar um espetáculo de arte completa, unindo imaginação cinematográfica com música ao vivo. O público se perdeu nessa narrativa dupla — entre os artistas no palco e os atores na tela — enquanto curtia o som da banda e se entregava à experiência sensorial do show.

'Pigeon & Plastic' não é apenas um “show bem feito”.

Passando longe de ser só uma “quebra de barreiras”, o espetáculo desafia as regras do sistema da indústria do K-POP, redefine a relação entre palco e público e cria uma nova interface entre arte e diversão, música e narrativa, fãs e criadores.
Ele desmonta as narrativas e a estética do cenário musical e de performances coreanas, trazendo atores externos para gerar uma fronteira estranha — e ao mesmo tempo uma sinergia incrível — entre público e artistas.
Sem focar no “imersivo” tradicional via narrativa e fandom, o Balming Tiger dá um twist nesse processo, propondo um tipo de imersão completamente diferente. Nesse instante, o espaço do show vira uma plataforma experimental cheia de possibilidades.
Um coletivo que não se prende a uma identidade fixa e transita por vários gêneros, mostrando claramente que está evoluindo para se tornar um dos grupos criativos mais interessantes da atualidade.

Quando perguntados “O que será que o Balming Tiger vai se tornar?”, eles, como sempre, não deram resposta direta. Só subiram ao palco e mostraram que estão prontos para o próximo show, próximo vídeo, próximo universo.

IU - 'A Beautiful Person' (미인) (Feat. Balming Tiger) | Tradução para o português

 


- 5ª faixa e segunda música-tema do álbum de remakes '꽃갈피 셋 (A flower bookmark, Pt. 3)' da IU, lançado em 27 de Maio de 2025.

- Remake de uma música originalmente de Shin Joong Hyun, em 1973.

- CRÉDITOS
Música original: Shin Joong Hyun and the Yup Juns
Letra e composição: Shin Joong Hyun, sogumm
Arranjo: Balming Tiger (Unsinkable, Leesuho, bj wnjn, San Yawn)


"Ah, você… você é como uma violeta de maio
 Voando alto no céu, sem medo de ser livre..."

 O dicionário define uma “미인” como “alguém bonito. Geralmente uma mulher com rosto ou corpo bonito”, mas, com o tempo, acredito que os padrões de beleza têm ficado cada vez mais diversos — e isso vem mudando a sociedade.
 A ideia partiu de um pensamento: “Será que a verdadeira beleza dos nossos tempos não está justamente em não limitar gênero ou aparência?”. Foi a partir daí que tudo começou.
 Enquanto nos olhávamos no espelho, alguém disse: “Sabe quando você se olha e pensa ‘tô me achando linda hoje’? Aí se olha de novo, e de novo...?”
 Daí surgiu a proposta: e se a música falasse sobre esse amor próprio, esse autoencanto meio fofo, meio convencido? Quem estava produzindo junto curtiu muito essa ideia.
 É como se um artista lendário de outra era, o único e incomparável Shin Joong Hyun, se encontrasse com os maiores hipsters da cena atual, o Balming Tiger.
 O resultado? Uma versão super divertida e inesperada de “미인” nasceu.

~Descrição de IU sobre a faixa.


🎧 CLIQUE AQUI PRA OUVIR 🎧

📺 ASSISTA O MV ABAIXO 📺

*O MV tem a participação especial de Cha Eunwoo, do Astro


A Beautiful Person (Feat. Balming Tiger)

Te vejo uma vez, te vejo duas
E fico querendo te ver de novo
Seu jeito tão lindo
Me faz querer te olhar pra sempre

Quem te vê, mesmo que só uma vez
Fica ali, sem conseguir parar
De quem será que você é?
Estou mesmo curiosa pra saber

Todo mundo te ama
E eu também te amo
Todo mundo te ama
E eu também te amo

Sem nem perceber, estou te encarando
Tão lindo, tão fora do comum
Todo mundo, de boca aberta
Não consegue tirar os olhos de você

Todo mundo te ama
E eu também te amo
Todo mundo te ama
E eu também te amo

Ah, você… você é como uma violeta de maio
Voando alto no céu, sem medo de ser livre

Ah, você… você é como uma violeta de maio
Voando alto no céu, sem medo de ser livre

HYPEBEAST Por dentro do coletivo criativo sul-coreano Balming Tiger

   Esta entrevista é de propriedade de Hypebeast, feita em Junho de 2025 por Sachiko Tsutsumi, nós apenas traduzimos, sendo assim com todos os créditos dados aqui.

~~~~~~~~~~~

Cinco perguntas para o grupo, que se prepara para sua apresentação no FUJI ROCK FESTIVAL ’25


O Balming Tiger se define como uma “banda de K-pop alternativa” e é um coletivo criativo que reúne 11 integrantes — não só artistas, mas também produtores e diretores criativos.

O grupo está prestes a se apresentar no FUJI ROCK FESTIVAL ’25, e no dia 20 de junho (sexta-feira) lançou a nova faixa "Narani Narani", em colaboração com Atarashii Gakkou no Leaders.

 

O Balming Tiger não dá sinais de desacelerar, e quatro de seus integrantes — Omega Sapien, Mudd the student, sogumm e bj wnjn — participaram do especial “5 Questions”, uma parceria entre a Hypebeast Japan e o Instagram.

Nessa entrevista, eles falaram desde o processo criativo único do grupo até seus lugares favoritos no Japão e o que pensam sobre moda.


Ah, e não deixe de conferir também o ensaio exclusivo feito em Tóquio com os quatro integrantes — produzido especialmente para a Hypebeast Japan.




quarta-feira, 18 de junho de 2025

Mudd the Student - New Providence Cusk Eel | Tradução para o português

 


- 1ª faixa da segunda mixtape do Mudd que leva o mesmo nome, lançado em 16 de Junho de 2019.

🎧 CLIQUE AQUI PRA OUVIR 🎧


New Providence Cusk Eel

Do nada me veio na cabeça
Aquele dever de férias em que eu passei um tempão
Vários dias virando noite
Marcas dos meus passos que já ficaram láá atrás
Acho que um dos deveres era
Cada um desenhar o que quisesse
Tipo um cavalo, um cervo ou um carneirinho
Era pra desenhar uns bichos assim, eu acho
Mas eu queria fazer algo diferente dos outros, sempre desenhavam
Leão, essas paradas óbvias que qualquer um fazia... eu queria outra coisa
Eu desenhei umas criaturas que pareciam viver lá no fundo do mar, respirando
Terminei tudo e senti mó romantismo ali
Pra vocês que estavam meio sozinhos, eu fui tipo um
Raio de luz, fiquei orgulhoso disso
Acho que fui o primeiro a pensar assim
Um aluno da minha idade que ficou curioso com você
Mas aí, quando as aulas voltaram
Aquele desgraçado de trás falou que não fez a lição
E copiou o que eu fiz, fiquei puto
O infeliz nem sabia diferenciar um leão de você
Hoje é passado, mas ainda me dá um negócio
Tem algo na sombra que ainda me chama

Acha mesmo que eu sou o mesmo de antes?
Igual peixe das profundezas, brilhei por conta própria
Não dá pra dizer quem é melhor, mas da prisão
Eu ia dar um jeito de fugir mesmo assim
Afundado na insegurança, foi cruel
A partir de agora, se comparar comigo, só quem perde é você
Mudd tem algo diferente
Mudd tem algo diferente

Foda-se todo mundo, são tudo igual
Desde os primeiros passos, eu já era diferente
Os folgados ficaram na miúda quando viram o que eu fiz
Criei algo num outro nível
Queria viver tipo um pescador da Amazônia
Queria esse estilo de vida — hoje, qual será
O tubarão que eu vou pescar?
Ou vai ser uma enguia?
Viver igual todo dia é cruel demais
Teve um tempo aí
Sempre foi um problema
Girando no mesmo relógio, no mesmo sentimento
Fiquei preso nisso tudo, mas agora foda-se
Tô de volta

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Layone - Daydreamin (Feat. sogumm & Woo) (Prod. Yosi & CODE KUNST)

 


Música feita quando Layone participou da 9ª edição programa Show Me The Money, em Dezembro de 2020.




Layone - Daydreamin (Feat. sogumm & Woo) (Prod. Yosi & CODE KUNST)

Me acorde, estou sonhando?
Nunca aconteceu nada assim comigo
Uma realidade de sonho
Continuo esquecendo da realidade

Oh ahh (onde você está, onde você está, garoto?)
Oh ahh (quem eu sou, quem eu sou, ah não)

Porra, estou sozinho
Por que eu te evitei?
Como se eu estivesse possuído, um uivo de sonhos, e eu tô apostando tudo
Isso aqui é uma ilha? Combina com a ilusão
Amanhã eu já vou estar de volta pro sonho
Beijo na minha boca, drama falso
Encontro um amigo depois de um tempo… só se importa consigo mesmo
Bloqueio os comentários, com algo tipo dinheiro
Bem, bem, bem longe daqui
Conversando com um velho amigo, lembranças tão clichês
Um protagonista que se apega demais a um gesto de gentileza
Deixando a garota ir, pigarreando
Não gosto de pessoas, mas tô bêbado nos meus próprios instintos
Esqueci que todo mundo passa pelas mesmas coisas
Cabeça nas nuvens, no groove da música
Discutindo os níveis de desgraça, me conformando com o fundo do poço
Uma gota de sangue de uma estrela vive no universo

Me acorde, estou sonhando?
Nunca aconteceu nada assim comigo
Uma realidade de sonho
Continuo esquecendo da realidade

Oh ahh (onde você está, onde você está, garoto?)
Oh ahh (quem eu sou, quem eu sou, ah não)
Oh ahh (onde você está, onde você está, garoto?)
Oh ahh (quem eu sou, quem eu sou, ah não)

Por favor, acorde, nunca sabemos disso
Pandemia de 2020… tudo é uma perda
Passo mais tempo sonhando acordado e trancado em casa
Eu costumava pensar no fim… ainda penso
Mas esse pensamento é inútil
Meu quarto vazio… alguns móveis que custaram centenas, mas são inúteis aqui
Então quem sou eu? Acordei de um sonho, mas ainda tô num sonho…
Me encaro dentro desse sonho
Quatro anos atrás… duas bolsas de comprimidos
De novo, de novo, de novo, de novo… caminho de volta pra aquele lugar
Será que eu foco no dinheiro? Não.
Não, estou me concentrando em agora que você capturou minha mente, não é?
Ainda não sei sobre o que são minhas letras
Hoje em dia eu olho para as janelas
Du-du-du-du, um campo de batalha sem tiros
Não sei onde estou, nem quem sou
Não sei onde estou, nem quem sou

Oh ahh (onde você está, onde você está, garoto?)
Também não sei onde tô, nem quem sou
Oh ahh (quem eu sou, quem eu sou, ah não)
Yeah, eu vivo num sonho acordado
Oh ahh (onde você está, onde você está, garoto?)
Também não sei onde tô, nem quem sou
Oh ahh (quem eu sou, quem eu sou, ah não)
Yeah, eu vivo num sonho acordado