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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Balming Tiger: um coletivo musical que está arrastando a Coreia, a Ásia e o mundo inteiro junto, a nova cara da Ásia

  Esta entrevista é de propriedade de GQ Japan, feita 6 de Fevereiro de 2026 por Kei Harada, nós apenas traduzimos, sendo assim com todos os créditos dados aqui.

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Com shows no Glastonbury Festival e presença marcante nos principais festivais do mundo, o coletivo musical sul-coreano Balming Tiger vem chamando atenção global. Partindo das suas raízes asiáticas, como é que eles conseguem criar uma expressão que mexe com o mundo todo? Foi sobre esse momento atual do processo criativo deles que rolou a conversa.



Confiança e convicção que vieram da Europa

Em 28 de novembro de 2025, o Balming Tiger encerrou com sucesso o show solo “WORLD EXPO ’25 Tour”, realizado no Spotify O-EAST, em Shibuya. No mesmo ano, eles também se apresentaram no Fuji Rock Festival e, mesmo com uma chuva pesada no meio do show, deram a volta por cima com uma performance absurda que puxou o público junto. No fim, virou um palco lendário, cheio de gente coberta de lama e com mosh rolando sem parar.

A popularidade do Balming Tiger no Japão vem crescendo de forma constante, mas hoje o alcance deles já passou da Coreia do Sul e se expandiu globalmente, chegando à Europa e aos Estados Unidos. Omega Sapien (Omega), que lidera o grupo com uma energia insana, relembrou 2025 (um ano de grande virada) e contou que a experiência da turnê pelo Ocidente foi essencial pra dar mais confiança na hora de levar a música e a identidade deles pro mundo.

“Fazer turnê em lugares como a Europa, onde cada região tem sua própria cultura e uma história longa, fez a gente repensar nossa própria identidade e de onde a gente vem. E também deu pra entender como aquilo que a gente faz, explorando nossas raízes asiáticas e coreanas, soa único e especial pros públicos do Ocidente. É uma sensação totalmente diferente de quando a gente está em turnê pela Ásia. Foi uma experiência muito importante pra gente acreditar de verdade que ‘o que a gente está fazendo não tá errado’.” (Omega)


Da esquerda pra direita: bj wnjn  — vocalista com uma voz única e uma identidade bem própria. Também atua como produtor e é uma peça central no som do grupo. / sogumm — vocalista com um timbre delicado e totalmente único. Também segue carreira solo e encanta quem ouve com uma vibe mais etérea, quase hipnótica. / Omega Sapien — frontman e rapper que exala energia no palco. Se destaca pelo estilo criativo e pela facilidade com idiomas, rodando o mundo sem dificuldade. / Lee Suho — cineasta e produtor musical. É quem ajuda a construir a identidade do coletivo com visuais mais experimentais e um som fora do padrão. / Mudd the student — cantor e compositor com um estilo versátil, misturando rock e hip-hop de um jeito bem livre.


Em 2024, eles também se apresentaram em alguns dos maiores festivais ao ar livre do mundo, como o Glastonbury Festival e o Primavera Sound. Por trás desse avanço nos palcos globais, está a postura deles de não abrir mão da própria visão, sempre buscando uma expressão artística sem concessões.

“Quando a gente se apresenta em festivais de música no Ocidente, muitas vezes somos os únicos artistas asiáticos no lineup. Mas isso não faz a gente tentar agradar o gosto do público nem copiar outros artistas. Pelo contrário: a gente sobe no palco com as mesmas roupas e coreografias que usa na Coreia, sem firula nenhuma, mostrando nossa identidade do jeito que ela é. E, no fim das contas, são justamente essas performances mais fiéis ao que a gente é de verdade que recebem a melhor reação do público.” (Omega)


O Balming Tiger vem ganhando cada vez mais espaço no mundo, mas como será que eles “traduzem” suas raízes e identidade pra um público global? Uma pista vem de uma frase do diretor Bong Joon-ho: “quanto mais local algo é, mais global ele pode se tornar”.

“Eu não acho que ser ‘global’ signifique sair incorporando o que tá bombando no Ocidente ou o que chamam de tendência. Como eu já falei, acredito que ir até o fundo naquilo que é único da gente é justamente o que torna a expressão global. Pra isso, é importante conseguir enxergar como especiais aqueles pequenos momentos do dia a dia que são tão comuns que a gente nem percebe. Encontrar um significado próprio nessas coisas faz toda a diferença. Por exemplo, no MV de SEXY NUKIM, a gente colocou de propósito cenas bem banais, tipo um senhor andando de bicicleta pela cidade ou imagens de sauna, coisas que normalmente passariam batido na rotina.” (Omega)

bj wnjn, que também chamou atenção com o projeto de cover de “Tropical Night” do Haruomi Hosono, contou que a experiência de turnê no exterior mudou bastante a forma como ele enxerga a própria arte.

“Depois da turnê, comecei a querer aprofundar ainda mais uma expressão realmente original. Ultimamente tenho revisitado bastante músicas antigas da Ásia, tentando entender como posso trazer essa essência pra minha produção. Mas uma coisa que eu tomo cuidado é: não adianta só copiar tradição ou história, nem se apoiar no rótulo de ‘identidade asiática’ por si só, isso não garante nada bom. O importante é pegar essas referências do passado, reinterpretar do nosso jeito e reconstruir tudo como algo novo, transformando em uma expressão original. Agora, tô meio que nesse processo de encontrar um equilíbrio entre vários elementos.” (bj wnjn)


Ásia é o que há de mais cool

O Balming Tiger já fez várias colaborações com artistas de dentro e fora do país, mas quando perguntaram qual projeto mais marcou, o primeiro nome que veio na hora foi o do Atarashii Gakko! (“Atarashii Gakko no Leaders”).


“Eu senti que a forma de expressão delas e a nossa têm muita coisa em comum. Principalmente essa atitude de não esconder que somos artistas asiáticos, pelo contrário, a gente coloca na frente justamente esse charme mais cru e até meio ‘afiado’ que é bem próprio da Ásia, tentando causar impacto no público de fora. Nesse sentido, a gente se parece bastante com o Atarashii Gakko!.

Ao mesmo tempo, elas também têm um lado muito gentil e humilde, e mesmo depois de ficarem famosas, continuam se esforçando pra caramba. Eu lembro até hoje da primeira vez que visitei a agência delas. Enquanto a gente mostrava os trabalhos uns pros outros, quando apareceu no telão a performance delas, deu pra sacar na hora o nível, tipo, o quanto elas são estrelas de verdade. Mesmo assim, elas são extremamente educadas, mantêm o sorriso em qualquer situação e seguem firmes, super sinceras no jeito delas. Isso me tocou muito e, ao mesmo tempo, me fez refletir sobre mim mesmo, cheguei até a ficar meio envergonhado (risos).” (Omega)

Mas afinal, o que exatamente seria esse “charme asiático” que tanto o Balming Tiger quanto o Atarashii Gakko! buscam? Depois de pensar um pouco, sogumm respondeu assim:

“É difícil colocar em palavras ou apontar algo em comum de forma clara… mas, sendo bem sincera, eu tenho convicção de que a Ásia é o que há de mais cool agora. E acho que muita gente pelo mundo já percebeu isso também. Por isso, dá uma confiança maior pra gente seguir explorando esse charme sem medo.” (sogumm)


O charme da beleza contida

Sobre o aumento recente da atenção à música e à cultura asiática, Omega Sapien comentou que “a cultura é cíclica, sempre se reinventa e é redescoberta de novas formas — então esse foco atual na Ásia talvez seja só parte desse ciclo”. Já sogumm respondeu trazendo outra visão: “numa sociedade moderna intoxicada por essa economia de atenção infinita das redes sociais, talvez seja justamente a ‘beleza contida’ da Ásia que esteja ganhando destaque”.

“Hoje em dia, a gente vive quase como viciado em dopamina, sempre exposto a estímulos muito fortes. Claro, a Ásia também tem conteúdos super impactantes como o K-pop, mas tradicionalmente existe uma valorização da beleza mais contida, mais sutil. E talvez, justamente por estarmos cercados de tanto estímulo, esse tipo de beleza mais discreta e humilde esteja sendo cada vez mais buscada.” (sogumm)

Ela explica isso usando como exemplo a estética presente nas cerâmicas e na música de corte do Leste Asiático:

“No Japão, na Coreia e na China, as cerâmicas têm uma força silenciosa — algo discreto, mas firme — junto com uma sabedoria e humildade que foram construídas ao longo de muito tempo. A música tradicional de corte também é assim. O jeito como o som flui e como o silêncio é usado é bem diferente desses sons mais intensos, cheios de ‘dopamina’, que a gente ouve hoje — chega até a lembrar música ambiente. Essa estética tradicional asiática aparece de forma natural na moda e na música atual também. Acho que essa humildade típica da Ásia acaba funcionando como algo estiloso, algo cool.” (sogumm)

Nos shows do Balming Tiger, essa ideia fica bem clara: momentos mais delicados e silenciosos convivem com explosões de energia que chegam a virar mosh. Essa troca dinâmica entre “calma” e “caos” é um dos grandes atrativos deles.

“Nos shows, esses momentos de ‘quietude’ e ‘explosão’ surgem de forma bem natural, e acho que isso tem a ver com o fato de o Balming Tiger ter membros com estilos bem diferentes entre si. Eu, por exemplo, curto uma expressão mais explosiva, enquanto os momentos solo da sogumm têm uma vibe mais sensível e tranquila. Mas, ao mesmo tempo, fora do palco eu escuto bastante música de meditação, tipo trilhas pra zazen. Então, por mais que ‘calma’ e ‘intensidade’ pareçam opostos, sinto que, no fundo, eles estão conectados de alguma forma.” (Omega)

“Na vida, a gente passa por alegria, raiva, tristeza e prazer — tudo isso faz parte. Então acho que a música também precisa ter vários gêneros e momentos pra acompanhar isso. Nos nossos shows, tem tanto aqueles momentos mais calmos e tranquilos quanto aqueles mais intensos, onde a galera se joga no mosh e esquece o estresse do dia a dia.

Liberar essa energia assim também acaba virando uma força pra viver pra quem tá ali assistindo, sabe? E a gente quer conseguir corresponder a isso também. Se o nosso show puder servir pra dar esse gás — seja pra encarar injustiças, proteger quem você ama ou simplesmente amar — já vale muito pra gente.

E claro… toda vez que o público se joga no mosh, eu fico torcendo pra ninguém se machucar (risos).” (sogumm)


O ideal que querem buscar como coletivo

O Balming Tiger tem uma formação bem única: não é só feito de vocalistas, mas também de diretor criativo, cineasta, marketer e outros, funcionando como um verdadeiro “coletivo”. E parece que os membros aprendem não só com colaborações externas, como com o Atarashii Gakko!, mas também muito uns com os outros. sogumm falou com bastante emoção sobre isso:

“Sinto que esses membros não me enxergam só pela imagem ou pelos rótulos que eu mostro, mas aceitam quem eu realmente sou por dentro. Essa sensação de segurança já me salvou várias vezes… e, por confiar nisso, meus próprios valores foram mudando aos poucos.” (sogumm)

Mudd the student, que lançou seu primeiro álbum solo em novembro de 2025, e Leesuho também refletiram sobre as próprias mudanças:

“Foi só depois de começar a atuar como Balming Tiger que senti que realmente entrei na sociedade. No começo eu só enxergava a mim mesmo, mas convivendo com membros tão diferentes, fui entendendo e aceitando essas diferenças, e percebi que isso me trazia muito mais aprendizado. Eles são amigos, mas também são tipo professores. Quanto mais você se dedica a essa relação, mais você aprende.” (Mudd the student)

“Acho que antes eu via o mundo de um jeito meio distorcido. Mas, convivendo com os membros, comecei a encarar as coisas de forma mais simples e sincera. E isso me fez enxergar muito mais coisas ao meu redor.” (Leesuho)

Por fim, quando perguntaram sobre o futuro, Omega Sapien respondeu rindo que quer continuar com o grupo “pelo maior tempo possível, até todo mundo ficar de cabelo branco”.

Ele também reconheceu que manter um coletivo com pessoas tão diferentes, em gostos, valores e até na forma de fazer música, não é nada fácil. Mesmo assim, deixou claro qual é o objetivo deles:

“Claro que a gente quer subir em palcos maiores e alcançar ainda mais o mundo. Mas, tanto quanto o futuro do Balming Tiger, o caminho de vida de cada membro também é importante. Quero, de verdade, que todo mundo seja feliz, que viva de forma rica e livre, passando por várias experiências. Porque acho que o jeito de viver e o crescimento pessoal de cada um acabam aparecendo naturalmente na música e na nossa expressão. No fim das contas, viver a vida é o mais importante.” (Omega)


bj wnjn: jaqueta ¥82.500, calça ¥30.800, camisa ¥60.500
sogumm: casaco ¥165.000, camisa ¥20.900, calça ¥39.600, lenço ¥22.000
Omega Sapien: jaqueta ¥96.800, camisa ¥20.900, calça ¥25.300
Leesuho: jaqueta ¥49.500, camisa ¥60.500, calça ¥22.000
Mudd the student: jaqueta ¥61.600, camisa ¥24.200, calça ¥36.300

por SOSHIOTSUKI(MATT.; o restante são itens pessoais do stylist

Foto: Tsukasa Kudo
Styling: SIHNSSI
Hair & Make: MAHITO
Texto: Kei Harada
Tradução: TAEHYUN JANG
Edição: Kana Endo(GQ)

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Mino - Drunk Talk (ft. sogumm) | Tradução para o português

 


- 8ª faixa do ábum 'To Infinity', do rapper Mino, lançado em 7 de Setembro de 2021.
- CRÉDITOS
Letra: MINO, sogumm
Composição: MINO, Kang Uk-jin, Diggy, sogumm
Arranjo: 
Kang Uk-jin, Diggy

🎧 ESCUTE AQUI 🎧


Drunk Talk 

Letra original

여태 널 잊었다
착각을 했어
아픔이 다 가셨거든

나답지 못한 날
들을 취한 채 보내고

야한 친구들의 위로 위로 위로들에 치유
근데 그건 정말 답이 아니더라 알아

아주 고약한 날들이
괴롭힌다 다섯 계절에 하나같이
날이 추워지고 눈이 오겠지
쌓이기도 전에 사라질 테니
차가운 그 눈을 못 보겠지
그렇다고 따스함은 없겠으니

다들 그런 거라 흘러가며 살아가고

밤새 풀어놓은 이야기보따리
들을 이불 삼아 덮고
깊은 잠에 들어 그대가 온전한
꿈을
 
나쁜 생각들은 뒤로 뒤로 뒤로 밀어 버려
좋은 추억들만 남겨놓길 바라

웬만해선 취해서 연락 안 할게
근데 그건 내가 아니라 장담은 못 해
이게 내 본심이자 본능이라
몸 성치 않는 이상 끝도 없이

집착을 할 것 같아 이상하게
너를 떠올리면 가슴이 막 간지럽네
랩만 하면 단어가 감성적인
것만 겁나 떠올라 어떡해 나 이제

슈퍼스타가 돼도 왜 궁상
숨만 쉬어도 네 향기가 스쳐 품앗이
했던 기억 싹 다 잊은 거니
아님 잠시 삐걱댔던 내게 삐진 거니
For real
I’m so sad

간절기 핑계로 so bad
바이브 뭐 같지만 맨날 술이야
넌 진짜 나빠 왜 읽씹이야

잠들기를 거부한 내 의식을
약으로 마취하고 다시금 눈 질끈
핑 도는 눈물 안약 삼아 좋네
처절한 그 마음아 너 살아있구나 이 속에

언젠가는 가버릴 운명이라 미리 간 님아
어디 갑니까 그림자는 내어주시라
미안 또 개소리했나 봐 주책
몰라 나 그냥 자야겠어 나 술 취했

아 잠깐 이 말만은 하자 너 왜 자꾸
사람 헷갈리게 가득 찬 내 공허 속에
틈 비집고 찔러보는 거냐 옅은 희망
줄 바엔 그냥 싹 꺼져버리거나 다시
옆에 누워서 자장가나 함 불러줘 

아 잠깐 이 말만은 하자 너 왜 자꾸
사람 헷갈리게 가득 찬 내 공허 속에
틈 비집고 찔러보는 거냐 옅은 희망
줄 바엔 그냥 꺼져버리거나
자장가나 불러줘

Without you
Every night when I pray in bed
나도 모르게 올린 널 위한 기도
Oh beautiful
So I know I still love you
So I know I still pray for you
So I know I still love you

Romanização

Yeotae neol ijeotda
Chakgageul haesseo
Apeumi da gasyeotgeodeun

Nadapji mothan nal
Deureul chwihan chae bonaego

Yahan chingudeurui wiro wiro wirodeure chiyu
Geunde geugeon jeongmal dabi anideora ara

Aju goyakan naldeuri
Goeropinda daseot gyejeore hanagachi
Nari chuwojigo nuni ogetji
Ssaigido jeone sarajil teni
Chagaun geu nuneul mot bogetji
Geureotago ttaseuhameun eopgesseuni

Dadeul geureon geora heulleogamyeo saragago

Bamsae pureonoeun iyagibottari
Deureul ibul sama deopgo
Gipeun jame deureo geudaega onjeonhan
Kkumeul
 
Nappeun saenggakdeureun dwiro dwiro dwiro mireo beoryeo
Joeun chueokdeulman namgyeonokil bara

Wenmanhaeseon chwihaeseo yeollak an halge
Geunde geugeon naega anira jangdameun mot hae
Ige nae bonsimija bonneungira
Mom seongchi anneun isang kkeutdo eopsi

Jipchageul hal geot gata isanghage
Neoreul tteoollimyeon gaseumi mak ganjireomne
Raemman hamyeon daneoga gamseongjeogin
Geonman geomna tteoolla eotteokae na ije

Syupeoseutaga dwaedo wae gungsang
Summan swieodo ne hyanggiga seuchyeo pumasi
Haetdeon gieok ssak da ijeun geoni
Anim jamsi ppigeokdaetdeon naege ppijin geoni
For real
I’m so sad

Ganjeolgi pinggyero so bad
Baibeu mwo gatjiman maennal suriya
Neon jinjja nappa wae ilssibiya

Jamdeulgireul geobuhan nae uisigeul
Yageuro machwihago dasigeum nun jilkkeun
Ping doneun nunmul anyak sama jonne
Cheojeolhan geu maeuma neo saraitguna i soge

Eonjenganeun gabeoril unmyeongira miri gan nima
Eodi gamnikka geurimjaneun naeeojusira
Mian tto gaesorihaenna bwa juchaek
Molla na geunyang jayagesseo na sul chwihaet

A jamkkan i malmaneun haja neo wae jakku
Saram hetgallige gadeuk chan nae gongheo soge
Teum bijipgo jjilleoboneun geonya yeoteun huimang
Jul baen geunyang ssak kkeojyeobeorigeona dasi
Yeope nuwoseo jajanggana ham bulleojwo 

A jamkkan i malmaneun haja neo wae jakku
Saram hetgallige gadeuk chan nae gongheo soge
Teum bijipgo jjilleoboneun geonya yeoteun huimang
Jul baen geunyang kkeojyeobeorigeona
Jajanggana bulleojwo

Without you
Every night when I pray in bed
Nado moreuge ollin neol wihan gido
Oh beautiful
So I know I still love you
So I know I still pray for you
So I know I still love you

Tradução para o português

Onde você está?
Eu sinto sua falta
É sério
Até agora achei errado que tinha te esquecido
Porque a dor já tinha passado de vez
Passei dias sem ser eu mesmo, completamente bêbado
E fui me curar no colo de amigos que não valem nada
Mas percebi que essa não era a resposta
Eu sei, dias difíceis me assombram
Nas cinco estações, o tempo vai esfriar igual e vai nevar
Mas antes mesmo de acumular, ela vai sumir
Então não vou conseguir ver essa neve fria
Mesmo assim, não vai ter calor nenhum
Dizem que todo mundo é assim, então vou vivendo e deixando rolar
Uso como cobertor as histórias que desabafei a noite toda pra me cobrir
E caio num sono profundo
Que você tenha um sonho perfeito
Deixa os pensamentos ruins pra lá, pra lá, pra lá
Espero que você guarde só as memórias boas
Vou fazer de tudo pra não te ligar bêbado
Mas esse não sou eu, então não posso garantir
Como esse é o meu sentimento real e o meu instinto
A menos que meu corpo pife, acho que vou ficar obcecado por você sem fim
Estranhamente, quando lembro de você, meu peito chega a coçar
Basta eu fazer um rap pra vir um monte de palavra melosa na cabeça
O que eu faço? Mesmo sendo uma superestrela agora, por que sou tão miserável?
Basta eu respirar pra sentir o seu cheiro passar
Será que você esqueceu de tudo que a gente viveu?
Ou tá zangada comigo por eu ter vacilado por um momento?
É sério, estou na pior
Usando a mudança de estação como desculpa, tá feio o negócio
O clima tá uma bosta, mas não paro de beber
Você é má, por que me deixa no vácuo?
Anestesio com álcool a minha consciência que se recusa a adormecer
E fecho os olhos com força outra vez
As lágrimas que caem servem de colírio, que bom
Meu coração coitado, afinal você tá vivo aqui dentro
Como você já ia embora um dia
Você, que partiu mais cedo, pra onde vai?
Deixe pelo menos a sua sombra
Desculpa, acho que voltei a falar merda, que ridículo
Sei lá, acho que eu devia só ir dormir
Estou bêbado...
Ah, espera, deixa-me só dizer isto
Por que continua a confundir a minha cabeça?
Espreitando e cutucando as frestas do meu vazio que estava cheio
Se for pra me dar uma falsa esperança, suma de vez de uma vez por todas
Ou deite ao meu lado de novo e cante pra eu dormir
Ah, espera, deixa-me só dizer isto
Por que continua a confundir a minha cabeça?
Espreitando e cutucando as frestas do meu vazio que estava cheio
Se for pra me dar uma falsa esperança, suma de vez de uma vez por todas
Ou deite ao meu lado de novo e cante pra eu dormir
Sem você
Todas as noites, quando rezo na cama
Sem dar por isso, faço uma oração por você
Oh, lindo
Por isso eu sei que ainda te amo
Por isso eu sei que ainda rezo por você
Por isso eu sei que ainda te amo

sábado, 8 de agosto de 2026

Popeye | Pensar sobre as diferenças e as conexões. A jornada de "estudo" dos Balming Tiger.

   Esta entrevista pertence à Popeye Magazine, publicada em 17 de Junho de 2026 e realizado por Miu Nakamura, sendo assim com todos os devidos créditos dados aqui.

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Fomos conhecer o Balming Tiger, a aclamada banda de K-POP alternativo!

Balming Tiger é um grupo alternativo de K-POP composto por 11 integrantes que tem expandido cada vez mais o seu raio de ação, marcando presença em grandes festivais europeus como o Glastonbury e o Primavera Sound, além de ter lançado uma colaboração com RM, do BTS. Féis ao rótulo "alternativo", o grupo reúne uma variedade de talentos que vai além dos palcos — incluindo rappers, cantores-compositores, realizadores de vídeo e designers. Esta postura desafiadora de assumir de forma independente todas as etapas, desde a composição musical até à produção e realização dos videoclipes, define a identidade deste coletivo em ascensão.
Em maio deste ano, lançaram Gongbu, o seu segundo álbum de estúdio após um hiato de três anos. Sob este título, que significa "estudo" ou "aprendizagem", o álbum constrói um universo conceptual ambientado numa instituição de investigação fictícia chamada "Gongbu Korea", conectando música, videoclipes e atuações ao vivo. O projeto destaca-se pela sua criatividade única, cruzando a estética da Ásia Oriental com múltiplos géneros musicais. Entre as faixas estão "Keep On" (#10), que apresenta um videoclipe instigante sobre a transição entre o subconsciente humano e os sonhos; "Home" (#9), que incorpora elementos visuais da cerimónia tradicional de noivado coreana; e "Gojingamrae" (#8), cuja sonoridade remete para a música popular coreana das décadas de 1980 e 1990, fortemente influenciada pela música ocidental.
Gongbu, de Balming Tiger
Um álbum de estúdio que expressa de forma experimental o processo de "aprendizagem" (estudo/esforço) e compreensão mútua do mundo interior de cada um. O projeto é ambientado na "Gongbu Korea", uma instituição de investigação fictícia que observa e regista os sonhos e o subconsciente humano. Disponível nas plataformas de streaming desde terça-feira, 19 de maio. O lançamento do álbum físico será na quarta-feira, 29 de julho.

O desejo da família da noiva de que o Hamjinabi (函進使: o mensageiro do noivo que, antes do casamento, entrega na casa da noiva uma caixa chamada "Ham" com presentes e a carta matrimonial) consiga finalmente entrar na casa, contrasta com a resistência máxima do próprio mensageiro em entrar. Este confronto e este jogo de bastidores hostil são transformados, dentro do espaço de um sonho, num jogo governado por regras absurdas e bizarras, desenrolando-se como uma peça de comédia ácida.

Enquanto pensávamos em como gostaríamos de aprofundar ainda mais o fascínio que exercem, surgiu a oportunidade de os entrevistar durante a sua estadia no Japão. Assim, conversámos com quatro dos integrantes — o rapper Omega Sapien, a cantora Sogumm (que também brilha a solo com as suas vozes únicas), Mudd the Student (um canto-compositor que domina com facilidade o hip-hop, o rock e a eletrónica) e o produtor bj wnjn (uma das figuras centrais do grupo). Perguntámos-lhes tudo o que queríamos saber: desde as músicas que têm ouvido recentemente e as atuações na Europa até aos bastidores da criação do novo álbum!

De cima para baixo: Mudd the Student (produtor / cantor-compositor), bj wnjn (produtor / vocalista), Omega Sapien (rapper) e Sogumm (vocalista).


"Estamos sempre descobrindo e pesquisando coisas sobre o Japão!"

— Olá! É um prazer conhecer-los. Soube que chegaram ontem ao Japão. Há algum lugar onde já tenham ido passear ou que queiram muito visitar?
Omega Sapien (daqui em diante, Omega): Ontem à noite, assim que chegámos, fomos logo ao Torikizoku em Shin-Okubo. Afinal de contas, as estrelas de K-POP têm que passar por Shin-Okubo (risos). Além disso, vou sempre a uma sauna sempre que venho ao Japão, por isso desta vez também não podia falhar. As saunas japonesas são muito mais quentes do que as da Coreia, e o banho de água fria é incrivelmente gelado. Adoro essa sensação de ser levado ao limite pelo choque térmico.
Mudd the Student (daqui em diante, Mudd): Desta vez ainda não consegui ir, mas sempre que venho ao Japão, vou ver instrumentos musicais, como sintetizadores. Há coisas que só se vendem aqui. A loja Five G em Harajuku é super interessante porque tem de tudo, desde peças vintage raras até artigos muito invulgares.
Sogumm: Falando de instrumentos, também recomendo muito uma loja chamada organ69 em Fukuoka, que é especializada em órgãos das décadas de 1960 e 1970! Têm imensos modelos vintage com um visual retro, desde alguns que parecem pequenos pianos até outros em estilo escaleta (melódica). Fico sempre super entusiasmada sempre que lá vou.
— Vocês pesquisam bastante sobre as lojas, hein! E música japonesa, vocês costumam ouvir?
Mudd: Sim, ouvimos. Recentemente, fiquei completamente viciado no Melt-Banana, uma dupla de noise rock que fez muito sucesso nos anos 90. Fico encantado com a técnica incrível de guitarra deles, e a vocalista usa um controle para mudar e manipular o tom da voz de um jeito totalmente imprevisível enquanto canta. Esse som psicodélico me hipnotiza. É bom demais.
bj wnjn: Ultimamente, tenho me interessado bastante por músicas de animes japoneses antigos. Nosso álbum novo tem muitas referências da sonoridade dos anos 70. Acho que a trilha sonora de Galaxy Express 999 (Ginga Tetsudo 999) chega bem perto do clima que queríamos passar.
Omega: No TikTok, a gente também esbarra muito com músicas japonesas. Ultimamente, uma que sempre aparece é "Kawaii Dake ja Dame desu ka?". O grupo CUTIE STREET fez um show na Coreia esses dias e a versão em coreano que elas cantaram bombou demais por aqui. Eu ouvia direto. É uma música muito viciante, chiclete mesmo.

— Entendi. Na visão de vocês, como a cultura do "kawaii" japonês é recebida na Coreia?
Sogumm: A cultura do kawaii japonês tem um efeito reconfortante, sabe? Só de olhar, você já sorri naturalmente. Eu mesma amo a Hello Kitty (risos). É incrível como o conceito de fofura é aceito por todos, independentemente de gênero ou idade, até pelos mais velhos. Acho que para o grande público coreano, essa "leveza" é vista de uma forma muito nova e revigorante.
Omega: No Japão, o "apenas fofo" também tem o seu valor. Por exemplo, mesmo quando uma música de K-POP é fofa, ela geralmente vem misturada com outros elementos para dar equilíbrio, como uma vibe mais descolada ou misteriosa. Mas o "kawaii" tipicamente japonês traz uma fofura direta, sem rodeios, pura e simples, e isso é aceito pelo país inteiro. Isso me faz pensar que, na verdade, "não tem problema nenhum em ser apenas fofo".
— Omega, soube que você chegou a fazer intercâmbio no Japão durante a época de estudante. O que te influenciou nesse período?
Omega: Eu vim para o Japão com cerca de 20 anos, mas quando estava me formando no ensino médio na Coreia, eu já tinha a certeza absoluta de que "seria uma grande estrela". Só que, quando caí na realidade, vi que não era bem assim. Foi um baque ver a diferença entre o que eu idealizava e o mundo real. Eu vivia desesperado e ansioso, sentindo que precisava conquistar algo antes de terminar a faculdade. Quando cheguei ao Japão com esse sentimento na cabeça, eu não conhecia literalmente ninguém. Então, comecei a organizar festas, mandava mensagens para um monte de gente pelo Facebook e implorava para me deixarem fazer shows, mesmo sem receber nada. Eu estava obcecado em fazer as pessoas saberem que eu existia. Acho que foi nessa época que comecei a pintar meu cabelo de verde também. Esse período de intercâmbio no Japão acabou sendo a grande virada de chave para o início da minha carreira.
— E que tipo de música você ouvia na época? Foi por esse período que você começou a fazer parte do Balming Tiger, não é?
Omega: Como eu tinha morado nos Estados Unidos antes de viver no Japão, eu ouvia um círculo bem fechado de gêneros, principalmente hip-hop. Na verdade, eu quase nunca escutava música coreana naquela época. Quando uma música do Balming Tiger apareceu por acaso no meu YouTube, fiquei chocado. A produção do som e a estética visual dos clipes eram muito novas. Foi o ponto de virada que mudou totalmente a minha percepção sobre a música feita na Coreia. Entrei em contato com eles para ver se rolava uma participação ou colaboração e, por sorte, hoje estamos aqui fazendo música juntos.
A "diferença" é o que torna tudo difícil e interessante.
— Ultimamente, vocês têm se apresentado não só na Ásia, mas também na Europa, expandindo cada vez mais o raio de ação do grupo. Vocês sentem alguma mudança em comparação ao início?
Madd: Sinto que o nosso reconhecimento aumentou bastante. No começo, a gente não era tão conhecido, então quando nos apresentávamos em festivais ou eventos, tinha muita gente que olhava por pura curiosidade, pensando "quem são esses caras?", ou com uma cara meio confusa. Fazer essas pessoas conhecerem o nosso trabalho era como avançar nas missões de um videogame; dava uma sensação de diversão e conquista a cada etapa concluída.
Sogumm: Acho que a nossa base de fãs em cada região ficou mais sólida. Claro que ainda tem muita gente que nos vê pela primeira vez, então hoje conseguimos unir o melhor dos dois mundos: o frio na barriga de conquistar novos ouvintes e expandir o nosso universo, e a alegria de estarmos mais conectados com os fãs antigos do que nunca. Sinto que essa combinação virou o nosso novo grande combustível.
— Quando mudamos de lugar, o público que frequenta as festas também muda, né? O que mais marcou vocês nessas viagens pelo mundo?
Sogumm: Pode soar um pouco poético, mas eu realmente percebi o quanto o mundo é gigante. Cada país e cada equipe têm suas próprias características, e experiências totalmente inesperadas nos aguardam em cada parada. Todos os shows são muito divertidos. Para você ter uma ideia, já nos apresentamos em festivais que aconteceram em um castelo abandonado e, em um festival em Mannheim, na Alemanha, o palco foi montado em uma fazenda.
Omega: Nessa vez na Alemanha, o nosso camarim era um estábulo de cavalos, então marcou bastante (risos). Até a gente que estava se apresentando ficou se perguntando: "o que a gente está fazendo aqui?". Nós já participamos de vários festivais dentro e fora da Coreia, mas toda vez que mudamos de lugar, o coração bate mais forte ao ver novas formas de ser criativo. A maneira de se divertir, de absorver a arte, de aprender. Assim como não existem duas pessoas iguais no mundo, também não existem duas formas iguais de criar. Descobrir essas diferenças e a beleza de cada uma delas me dá uma verdadeira esperança no potencial da humanidade.


— Também gostaria de saber mais sobre o álbum novo. O título é Gongbu, que carrega significados como "reflexão", "exploração" e "estudo". Na hora de produzir, existiu alguma forma de pensar ou método que vocês colocaram em prática?
bj wnjn: Para este projeto, nós organizamos o que chamamos de "workshop": um espaço para todo mundo sentar e discutir que tipo de música queríamos criar para o álbum. Ouvindo assim, pode não parecer nada de especial, mas, até então, nossa comunicação era puramente musical. E como já somos amigos de longa data, eu achava que não havia mais nada que não soubéssemos uns sobre os outros. Por isso, fiquei surpreso ao ver quantas descobertas fizemos sobre nós mesmos dessa vez. Os gostos pessoais e o que cada um queria fazer eram muito mais diferentes do que eu imaginava. Ver a direção do álbum ganhar forma aos poucos através dessas descobertas foi uma experiência fascinante.
Mudd: Por exemplo, se pegarmos uma palavra simples como "onírico", a interpretação muda completamente dependendo do aspecto ou do significado que cada pessoa foca. Por isso, ao acumular conversas para construir um trabalho grandioso como um álbum, é inevitável que surjam pequenos descompassos. Desta vez, o tempo que tínhamos disponível para a produção musical era curtíssimo, o que tornou o cronograma muito arriscado, mas sinto que, após esse workshop, nossa compreensão mútua se aprofundou e o trabalho de cada um fluiu de forma bem mais natural.
— Conversar e entender uns aos outros. Esse é, de fato, um verdadeiro processo de "estudo" (aprendizado). O retorno é grande, mas o processo de criação também deve ter trazido muitas frustrações. O que vocês sentem que mudou mais especificamente?
Mudd: Quando vamos compor, o primeiro passo sempre é todo mundo trazer músicas de referência, mas como cada um tem um gosto muito diferente, reunimos os mais diversos gêneros. Antes, ao colocar músicas de estilos tão distintos sob o mesmo teto, o som ganhava um ar meio descompassado, onde as faixas não se fundiam por completo, o que funcionava como um sotaque musical bem interessante. Mas, neste álbum, nós queríamos ir mais fundo como banda. O impacto de todo mundo olhando para a mesma direção e o nível de precisão do trabalho eram desafios necessários para superar o que vínhamos fazendo. O resultado é que, ao olhar para os nossos álbuns anteriores, sinto que eram coleções de faixas muito boas, uma a uma; já este novo projeto ganhou tanta unidade que a impressão final é de que "o álbum como um todo é excelente".
Sogumm: Focar mais na estrutura geral do trabalho e não deixar as diferenças passarem batidas sem serem digeridas exigiu ajustes finos e minuciosos para unir tudo em uma única forma. Isso impactou fortemente até a escrita das letras. Cada integrante tem habilidades e encantos únicos, mas conseguir incorporar essas partes "diferentes" e, ainda assim, transmitir uma mensagem consistente foi um passo essencial para alcançarmos um novo patamar de expressão.

— Deixar as diferenças como estão também tem o seu valor, mas indivíduos tão diferentes se esforçarem para se tornarem um só exige persistência. Esse processo costuma ser frustrante e consome muita energia na hora de criar, não é? Parece que essa experiência vai se refletir bastante nas próximas produções de vocês.
bj wnjn: Assim como o mundo tem o seu charme justamente por ser feito de "diferenças", cada um de nós também é completamente diferente. Ser "diferente" é a nossa força. Por isso mesmo, unir tudo isso dentro de uma única estrutura não é nada fácil e sempre foi o grande desafio da nossa banda. Conseguir dar forma a isso neste projeto tem um significado gigantesco para nós. Acredito que, a partir deste álbum, o Balming Tiger entra em um novo capítulo, focado em como continuar fundindo os nossos lados distintos. Se continuarmos com esse "estudo", com certeza conseguiremos criar músicas ainda melhores no futuro.


Foto: Daikichi Kawazumi
Texto: Miu Nakamura
Edição: Ryoma Uchida

Wonderland | Balming Tiger encontra influência com Insight

 Esta entrevista pertence à Wonderland, publicada em 26 de Maio de 2026, sendo assim com todos os devidos créditos dados aqui.

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O coletivo coreano atingiu níveis de criatividade inimagináveis ​​em seu novo e sensacional álbum, Gongbu. Mas o que motiva esses disruptores sonoros?


Há algo de boêmio no Balming Tiger. Em uma indústria coreana e do K-pop dominada por uma simplicidade maximalista, superprodução, visual polido e foco excessivo na imagem, o coletivo alternativo busca inspiração na vanguarda. Eles se destacam de forma inconfundível. O dedo mais rebelde em uma mão de dedos comportados.

Desde o lançamento de seu trabalho de estreia em 2023, 'January Never Dies', o grupo de seis integrantes — ou onze, se considerarmos todos os membros envolvidos, dentro e fora da música — vem sendo apontado como um dos nomes mais fascinantes e experimentais da Ásia. Mas esse pessoal não é de se acomodar sobre os louros do sucesso. 'Gongbu', o segundo álbum da banda, é uma obra-prima rica, intrincada e musicalmente ousada. É um trabalho mais sutil que o anterior, com uma produção menos carregada e mais influenciado pela filosofia do jazz, graças à sua leveza e essência lúdica.

Com uma eficácia impressionante, o Balming Tiger reafirma e amplia sua reputação como um grupo que foge aos padrões na cena musical coreana. Mas o que inspirou 'Gongbu'? O que faz esses "felinos" se sentirem tão bem? Continue lendo para descobrir, enquanto cada membro escolhe uma faixa que tem ouvido em 'repeat'.

Ouça 'Gongbu'…


Balming Tiger tem no repeat...


Omega Sapien: Tony Scott – “Ode To An Oud”

Uma faixa repleta de charme único e exótico.


sogumm: Ongheya – “공산농요 (Canção folclórica tradicional coreana)”

Fui profundamente influenciada pelos estilos tradicionais de canto responsorial, canções folclóricas e canções agrícolas. Em particular, me inspirei muito nas "canções da debulha do arroz", que eram cantadas em conjunto durante a debulha. Assim como essas canções celebravam uma colheita farta, eu queria que esta música carregasse o espírito de cantar juntos, clamando por esperança, compartilhando força e elevando uns aos outros através da música. Espero que a abundância encontre também a alma, o coração e a música do Balming Tiger.


Mudd the student: Sanullim – “Spread Silk On My Heart”

Acho que este é um dos maiores exemplos de rock psicodélico coreano!


bj wnjn: Shin Joong Hyun – “Beautiful Woman”

A reinterpretação inovadora da música ocidental feita por Shin Joong Hyun através de uma sensibilidade distintamente coreana teve uma forte influência sobre nós e, da mesma forma, tentamos encontrar e expressar nossa própria identidade única ao longo deste álbum.


Leesuho: John Carroll Kirby, Haroumi Hosono ft. The Mizuhara Sisters – “FUKU WA UCHI ONI WA SOTO”

Esta é a versão de John Carroll Kirby para a música original de Haruomi Hosono, com vocais de Kiko Mizuhara e Yuka Mizuhara. Os vocais inocentes e infantis das Irmãs Mizuhara são especialmente encantadores. O título e a letra significam "Fortuna Entra, Demônios Saem", e achei sua forte atmosfera folclórica muito interessante.


Unsinkable: Pram – “Sleepy Sweet”

A sonoridade do álbum ao qual esta faixa pertence é tão linda que acho que a ouvi sem parar enquanto trabalhava no nosso álbum. Por coincidência, este álbum também fala sobre sono, sonhos e irrealidade. As outras faixas também são ótimas, então definitivamente ouçam o álbum inteiro!!!


San Yawn: Shin Joong Hyun and Yup Juns – “I Love You”

"Você e eu nos amamos~" (trecho da música)


Jan’ Qui: Can – “Moonshake”

A nuance tempestuosa, porém cavalheiresca, desta música nos fez pensar em como tornar nossa estética de sitcom — que poderia facilmente parecer "de nível C" — mais refinada e sofisticada, como um "B+".


Hong Chanhee: Terry Riley – “A Rainbow in Curved Air”

Uma peça minimalista com muitas variações diferentes em seu interior / Eu a ouvia frequentemente enquanto trabalhava em projetos de design.


Abyss: Shimizu Yasuaki – “Tachikawa”

Na época em que eu estava produzindo o álbum “Gongbu”, eu ouvia com muita frequência o álbum Music for Commercials, de Shimizu Yasuaki. Lançado em 1987, é um álbum altamente experimental que compila músicas de comerciais de TV japoneses, e eu o achava fascinante porque captura tão bem a atmosfera do Leste Asiático.