Esta entrevista é de propriedade de FNMNL, feita em 10 de Dezembro de 2020, nós apenas traduzimos, sendo assim com todos os créditos dados a eles.
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A partir da febre do K-pop e dos filmes coreanos no final dos anos 2000, a distância cultural entre o Japão e a Coreia do Sul diminuiu drasticamente. O K-pop deixou de ser apenas uma moda passageira e se estabeleceu completamente como uma cultura própria. Os jovens passaram a viajar para a Coreia com mais facilidade do que viajam dentro do próprio país, e o oposto também acontece. Até a pandemia do coronavírus, o intercâmbio cultural entre as duas nações era muito intenso.
Esse cenário também se aplica aos artistas. Tornou-se uma cena completamente natural ver artistas de ambos os países se apresentando no território vizinho, sejam do cenário comercial, independente ou do mundo dos DJs. O site FNMNL deu um passo à frente e iniciou uma série de entrevistas com artistas que saíram do Japão para construir suas carreiras na Coreia e, inversamente, com artistas coreanos que vivem suas vidas no Japão. Perguntamos a cada um deles o motivo de terem escolhido viver no país vizinho.
Nesta quinta edição, apresentamos Omega Sapien, a figura central do grupo sul-coreano Balming Tiger, que se intitula uma banda de K-pop alternativo. Tendo acabado de lançar seu álbum solo "Garlic", onde expressa sua própria identidade de forma ainda mais intensa, Omega Sapien passou um período no Japão como estudante universitário de intercâmbio. Um videoclipe de seu projeto solo, dirigido pelo promissor videomaker PENNACKY, a quem conheceu nessa época, também foi lançado.
Investigamos as raízes de Omega Sapien, que continua a criar músicas inovadoras e cheias de humor, absorvendo diversos gêneros musicais com muita energia.
Entrevista e redação: Erinam
- Neste projeto, estamos entrevistando artistas que possuem laços com a Coreia e o Japão. Para começar, ouvimos falar que você, Omega Sapien, também já morou no Japão. De quando a quando você morou lá?
Omega Sapien - (Em japonês) Sim, morei no Japão por cerca de dois anos. Foi de 2017 a 2019, e voltei para a Coreia em fevereiro do ano passado. No início, eu estava frequentando a faculdade, mas depois que entrei para o Balming Tiger, passei a ficar indo e voltando de um país para o outro. Só que as coisas ficaram tão ocupadas que acabei trancando a faculdade. Então, continuo com o curso trancado até hoje.
- Por que você decidiu estudar em uma faculdade no Japão?
Omega Sapien - Eu já tinha morado na China e nos Estados Unidos, e durante esse período, meu pai morava no Japão. Na verdade, meu pai e minha mãe se conheceram no Japão. Meu pai era funcionário de uma empresa lá, e minha mãe estava tentando tirar o doutorado em língua japonesa. Por causa disso, passei muito tempo sem conseguir morar com o meu pai. Quando me formei no ensino médio, as mensalidades da faculdade nos Estados Unidos eram absurdamente caras, sabe? Como eu já tinha morado bastante tempo na América, também tinha o desejo de viver em um país diferente. Juntando isso com a vontade de poder morar com o meu pai, decidi ir para o Japão.
- De quando a quando você ficou nos Estados Unidos?
Omega Sapien - Nos Estados Unidos foi de 2012 até o ano letivo de 2017. Passei o ensino fundamental II e o ensino médio lá.
- Como era a vida no Japão?
Omega Sapien - A vida no Japão era muito boa. Por causa do coronavírus, não posso ir agora, mas meus pais ainda moram no Japão, então quero ir logo para lá para ver minha família.
- Quando você estava no Japão, onde costumava sair para se divertir?
Omega Sapien - Roppongi? (Risos).
- Ah, Roppongi? Em baladas e coisas do tipo?
Omega Sapien - Fui a baladas e também fui a Kabukicho.
- Olha, só lugares da vida noturna (risos).
Omega Sapien - Sim, da noite (risos). Durante o dia, eu gostava de ir a parques. Parques em Shibuya? Tem o Parque Yoyogi e outros.
- No ano passado, você também fez shows no Batica e no LIQUIDROOM, não foi? Tem algum lugar onde você gostaria de fazer um show no Japão da próxima vez?
Omega Sapien - Eu gostaria de fazer um show no FUJI ROCK. O FUJI ROCK tem um programa chamado ROOKIE A GO-GO. Nós nos inscrevemos, mas naquele ano o grupo CHAI foi o escolhido. Sinto que o CHAI ganhou o mundo graças ao ROOKIE A GO-GO. Eu também gostaria de tocar lá um dia.
- Tem algum artista com quem você gostaria de colaborar?
Omega Sapien - A Aimyon!
- A Aimyon!? Essa foi uma grande surpresa. Não seria um artista de hip-hop?
Omega Sapien - Sim. A Aimyon. Eu amo o trabalho dela. (Em japonês)
- Por que você gosta da Aimyon?
Omega Sapien - As artistas femininas japonesas costumam ser muito femininas, não é? No Japão, existe até a expressão "joshiryoku" (poder feminino / delicadeza feminina). Eu costumava ver nos jornais essas discussões sobre a feminilidade, mas a Aimyon não usa saias, ela tem um estilo mais "boyish" e é muito estilosa. Claro que ela tem um rosto bonito, mas sinto que as atitudes dela não entram nessa caixinha do "Kawaii" (fofinho). Por isso, sinto que ela tem uma vibe diferente das outras artistas japonesas. As músicas dela são ótimas e ela é muito descolada. Sou fã. (Risos)
- Qual é a sua música favorita dela?
Omega Sapien - Tem uma música cujo videoclipe foi dirigido pelo Pennacky (Nota do editor: a música "Asahi"). Eu gosto muito dessa. Foi por causa desse clipe que conheci a Aimyon.
- Falando no Pennacky, ele é o diretor de "Rich & Clear" e "Armadillo". Como vocês se conheceram e como começaram a trabalhar juntos?
Omega Sapien - Eu conheci o Pennacky antes de entrar para o Balming Tiger. Quando eu morava no Japão, lancei o meu primeiro videoclipe, que foi para a música "Let's Go Beam".
Não sei bem como o Pennacky chegou até ela, mas quando o número de visualizações daquela música passou de 1.000 ou 2.000, ele entrou em contato comigo. Ele disse: "É muito foda. Me deixa gravar um videoclipe para você". Eu também estava precisando de um diretor de clipe bem naquela época. Ele me mandou a mensagem no meio da noite, e quando vi na manhã seguinte e assisti aos vídeos do Pennacky, achei tudo muito foda. Então, fiz uma música naquele mesmo dia especificamente para o videoclipe. Essa música foi "Rich & Clear". Embora "Rich & Clear" tenha sido a primeira música que postamos como Balming Tiger, a canção e o clipe já estavam sendo feitos por mim e pelo Pennacky antes de eu entrar no grupo. Como a época do lançamento coincidiu com o momento em que entrei para o Balming Tiger, nós a lançamos sob o nome do grupo.
- A locação de "Armadillo" também é muito interessante. Onde foi aquilo?
Omega Sapien - Ah~, eu não sei bem que lugar era aquele, mas sempre que o Pennacky vai gravar, ele me leva para uns lugares bem estranhos. Gravar indo a um restaurante de comida típica, por exemplo, é o máximo, o máximo.
- "Happycore", lançado recentemente, também foi dirigido por ele, não é? Vocês levaram o projeto adiante conversando online? O seu rosto aparece editado/sintetizado ali, certo? Foi muito engraçado ver uma pessoa substituindo você.
Omega Sapien - Por causa do coronavírus, a gente não podia ficar indo e voltando, sabe? Ficamos pensando em como fazer e decidimos procurar no Japão um homem que topasse pintar o cabelo curto de verde, para depois mudarmos apenas o rosto usando Deepfake.
- Oh, que método ousado! (risos). Olhando bem, dá para notar que o rosto está um pouco estranho.
Omega Sapien - Sim, foi Deepfake (risos).
- Você também trabalhou com outros artistas japoneses. As artes visuais com ilustrações tão únicas, tanto de "Ah! Ego" quanto do álbum "Garlic", foram feitas pelo ilustrador Shintaro Kago. Como isso aconteceu?
Omega Sapien - Eu já gostava dos desenhos e dos mangás do Shintaro Kago, já era fã dele antes. O Shintaro Kago fez a arte da capa do álbum "You're Dead!" do Flying Lotus, lembra? Por isso, mesmo sem saber se daria certo, decidi entrar em contato. O som deste meu novo álbum é meio caótico, uma loucura que você não sabe bem o que é; é sofisticado mas ao mesmo tempo brega, parece antigo mas também é novo... Tem uma imagem extremamente complexa. Felizmente, ele aceitou o convite, e foi uma grande honra para mim.
- Quais são os seus critérios ao escolher os artistas com quem trabalha e quais são as suas exigências na hora de criar a identidade visual?
Omega Sapien - Para a identidade visual, primeiro nós definimos um conceito e eu crio as músicas baseadas nele. Todas as outras partes do projeto também nascem a partir dessa única palavra-chave. Acho muito importante construir as coisas para que tudo se encaixe ali. Tudo precisa combinar com o conceito geral.
- Qual parte de você você considera como sua maior e mais única característica individual?
Omega Sapien - O cabelo verde? (Risos). Além disso, quando as pessoas pensam no Oriente, o K-pop ou grupos japoneses como o Arashi são os mais famosos, não é? O Arashi até fez uma música com o Bruno Mars recentemente. Eles são bonitos, estilosos, fazem de tudo... No exterior, as pessoas têm uma imagem muito forte desse tipo de oriental, mas eu quero mostrar mais esse meu lado meio "estranho" e diferente. Acho que as pessoas já viram personagens como eu no Ocidente, mas nunca no Oriente. Acho importante que eu, tendo sido criado dentro da cultura oriental, apresente essa imagem para o mundo.
- O próprio Balming Tiger se autodenomina como "K-pop alternativo". Quando pensamos em "K-pop", a imagem dos idols é muito forte, por isso imaginei que alguns artistas pudessem não gostar de ser rotulados assim. Fiquei surpresa ao ver vocês mesmos se chamando de K-pop.
Omega Sapien - Para começar, eu gosto muito de K-pop, mas o K-pop não é exatamente um gênero musical, não é? As músicas dos idols são muito variadas, indo desde o hip-hop até as baladas românticas. Eu vejo o K-pop não como um gênero, mas como uma "fronteira". Quando você adiciona a palavra "alternativo", vira "K-pop alternativo", que se torna algo único que você não encontra em nenhum outro lugar. Como as expressões e os estilos dentro do K-pop são tão diversos, eu também queria mostrar que as minhas músicas podem ser consideradas K-pop.
- Sinto que, ao se autodenominarem K-pop, isso traz um frescor quando visto pelo público internacional. No ano passado, vocês se apresentaram no "KCON", que é um festival que reúne muitos idols coreanos famosos. Como foi a reação do público no exterior?
Omega Sapien - Foi muito divertido. No KCON aparecem muitos idols famosos, né? Mas mesmo assim tinha gente que me conhecia e fãs nossos por lá, o que me deixou muito agradecido. Para os fãs de K-pop na Coreia, é fácil ir aos shows dos artistas, já que acontecem muitas apresentações dentro do país. Mas para os fãs internacionais, mesmo sendo o mesmo K-pop, a energia em lugares como os Estados Unidos é muito mais fervorosa. Dava para sentir uma vibe de "Essa é a minha única chance no ano inteiro!". Acho que por isso eles eram ainda mais entusiasmados e foi tão divertido. Quero muito ir de novo.
- Este ano está sendo um período difícil para a realização de shows, não é? Vocês se apresentaram em lives online através de canais globais famosos, como o SXSW e o Noisey. Como foi a experiência de fazer esses shows virtuais?
Omega Sapien - Foi um grande desafio. Nos shows presenciais, nós nos unimos à energia do público, então parece mais fácil mostrar uma performance foda. Mas nas transmissões online não é assim. Existem muitos artistas incríveis que conseguem parecer muito estilosos no formato online, mas, quando você vai fazer na prática, o ambiente se resume a luzes acesas e câmeras na sua frente. É difícil passar essa mesma vibe foda contando apenas com essa estrutura. Mesmo assim, sinto que aos poucos fomos aprendendo a entregar uma apresentação bem legal nesse formato. Inclusive, estou preparando uma live online agora e acho que vai ser bem interessante. Mas, sendo sincero, estou ansioso mesmo é pelos shows presenciais. Conseguimos dar um jeito no online, mas se for ao vivo e com público, eu consigo render 100 vezes melhor.
- Então as pessoas que viraram suas fãs assistindo às lives online vão ficar ainda mais ansiosas pelos shows presenciais.
Omega Sapien - Com certeza. Vão se emocionar demais. Um dia, com certeza, no FUJI ROCK! (Risos).
- Você já morou em vários países diferentes, como China, Estados Unidos e Japão. Teve algum artista que te influenciou? Também fiquei curiosa para saber se você costumava ouvir a música local de cada um desses lugares na época em que morava neles.
Omega Sapien - Eu fui para a China quando estava no primeiro ano do ensino fundamental, então lembro de ouvir muito as músicas que tocavam na escola. Naquela época, eu já gostava bastante de hip-hop, mas ouvia principalmente o hip-hop sul-coreano.
- Quem era famoso na Coreia naquela época?
Omega Sapien - Naquela época era o MC Sniper, por exemplo... Mas eu só comecei a ouvir música de verdade depois que fui para os Estados Unidos. Lá eu também ouvia o pop que estava no topo das paradas. Os Estados Unidos são o berço do hip-hop, então é natural que os outros países fiquem um passo atrás. Por causa disso, sinto que morar lá melhorou a minha percepção de tendências e o meu entendimento sobre o hip-hop. Na América, eu gostava de J. Cole, Vince Staples, Kendrick Lamar e do Pharrell. Eu já amava o hip-hop desde aquela época e rimava por hobby, mas foi quando vim para o Japão que me deu vontade de arriscar isso como uma carreira de verdade. Eu vim sem ter estrutura nenhuma, então procurei tudo dentro da faculdade: pessoas que sabiam gravar videoclipes, quem soubesse ser engenheiro de som... encontrei todo mundo lá. E assim fui tentando produzir meus clipes. Nessa época no Japão, eu ouvia músicas de vários gêneros diferentes. Lembro que ouvia bastante música eletrônica nesse período, especialmente nomes como Zebra Katz e JPEGMAFIA.
- Você já tinha muitos amigos que faziam rap ao seu redor desde o início?
Omega Sapien - Eu faço rap por hobby desde a época do ensino fundamental, mas, desse período até hoje, todas as pessoas que rimavam comigo desistiram. Todo mundo acabou parando no meio do caminho. Só eu sobrei e continuei focado nisso.
- Isso aconteceu porque era muito difícil?
Omega Sapien - Não é nem por ser difícil, mas sim porque os resultados não aparecem rápido. Você precisa continuar insistindo mesmo quando não está colhendo frutos, não é? As pessoas com quem convivo hoje em dia são profissionais da área, então elas trabalham duro nisso, mas todos aqueles que conheci antes acabaram desistindo, até onde eu saiba.
- O título do seu álbum solo é "Garlic" (Alho). Qual é o significado por trás desse título?
Omega Sapien - Como o som do álbum é muito complexo e abstrato, eu não queria escolher um título que também tivesse um significado profundo e difícil de entender. Fiquei procurando uma palavra icônica e achei "Garlic" um termo engraçado. Além disso, os coreanos comem muito alho, não é? O alho também tem um cheiro muito forte e marcante, então achei que combinava bem com a imagem do álbum.
- Existe um tema que conecte o álbum inteiro?
Omega Sapien - O tema do álbum é... a parada da Billboard no ano de 2040? (Risos).
- Quem é a "Mrs. Jeon" da música "Serenade for Mrs. Jeon", que foi lançada antecipadamente?
Omega Sapien - O contexto de "Serenade for Mrs. Jeon" é o seguinte: eu frequentei uma escola na China do primeiro ao sétimo ano (primeiro ano do ensino fundamental I ao primeiro ano do ensino fundamental II), e essa foi a época em que eu era mais rebelde e não ouvia ninguém. Fui expulso da escola três vezes ainda no ensino fundamental. É uma trajetória muito difícil de se fazer da escola até a faculdade, e durante todo esse tempo eu não obedecia. Como eu era apenas uma criança, naturalmente a minha mãe tinha que ficar procurando outras escolas para mim no meu lugar. Eu quis retribuir tudo o que ela passou, e por isso dediquei essa música à minha mãe em forma de serenata.
- Quando li uma entrevista sua concedida na Coreia, me chamou a atenção o fato de você ter mencionado que a relação hierárquica entre professor e aluno, bem como a pressão pelo comportamento coletivo, são muito rígidas na Coreia, na China e no Japão. Existe algo que você sente de forma mais intensa justamente por ter vivido em tantos países diferentes?
Omega Sapien - Acho que a maior diferença está no fato de que o Oriente não tolera o fracasso. A criatividade nasce a partir do momento em que você erra pelo menos uma vez, mas, vivendo dentro da cultura oriental, sinto que as pessoas evitam correr riscos ou fazer apostas. Só que, para mim, as coisas começam de verdade justamente a partir do risco.
- Você costuma compor suas músicas com base em memórias e experiências do passado?
Omega Sapien - Este novo álbum foi totalmente construído em cima de acontecimentos reais que passei na minha própria vida.
- É por isso que a capa do álbum traz o seu próprio rosto?
Omega Sapien - Sim, exatamente. Eu considero este projeto como o meu cartão de visitas como artista. Pessoas que não me conhecem e fãs do mundo inteiro vão escutá-lo, não é? Por isso, concentrei a minha vida inteira ali. É um trabalho que mostra quem eu sou e o tipo de experiências que eu já vivi.
- Sobre a única participação especial deste álbum, você trabalhou com o Abdu Ali, que tem base em Baltimore. Como foi o contato com ele? Fiquei curiosa para saber como é fazer música com artistas estrangeiros em plena pandemia.
Omega Sapien - Eu recebi muita influência do JPEGMAFIA, e o Abdu Ali é amigo dele. Além disso, o Abdu Ali é um rapper queer. A energia dele é muito foda. Eu queria muito ter uma participação especial no disco. Ouvindo o álbum de ponta a ponta, a música "WWE" originalmente tinha uma parte minha, mas como ela é a quinta faixa do álbum, pensei que seria muito mais interessante se uma voz nova entrasse justamente ali! Então tirei a minha voz e coloquei a do Abdu Ali. Não foi algo intencional, mas o produtor dessa faixa também é o NET GALA, um produtor queer muito famoso na Coreia que é bem ativo na comunidade LGBT. Acabou que, por pura coincidência, trabalhei com os dois nessa música, o que foi muito divertido e acho que resultou em uma faixa foda.
- Sei que a situação atual torna a realização de shows bem difícil, mas você tem algum plano traçado para o lançamento deste álbum?
Omega Sapien - Eu não acho que este seja o tipo de álbum que, assim que sai, todo mundo ouve correndo e depois é esquecido rápido como tantos outros por aí. Sinto que ele é mais um projeto que as pessoas vão descobrindo e ouvindo aos poucos, com o tempo. Planos de divulgação são ótimos, claro, mas primeiro estou preparando algumas coisas bem divertidas e acho que, à medida que eu for lançando esses materiais aos poucos, as pessoas naturalmente vão começar a ouvir o "Garlic".
- Você mencionou que está com o curso trancado atualmente. Pretende fazer atividades profissionais no Japão no futuro?
Omega Sapien - Eu quero muito fazer projetos no Japão também. Para mim, qualquer lugar serve. A Terra é o meu palco.
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| Omega Sapien - Garlic |


















