- Primeira mixtape do Balming Tiger, lançada em 24 de Janeiro de 2018.
Seja bem vinde ao blog Help Paradise, aqui serão postadas traduções, letras, e muito mais relacionado ao Hyukoh e Balming Tiger!
- Primeira mixtape do Balming Tiger, lançada em 24 de Janeiro de 2018.
- 2ª música da mixtape 'Balming Tiger vol.1: 虎媄304', lançada em 23 de Janeiro de 2018.
SONG FOR ABYSS / CANÇÃO PARA ABYSS
Letra original
かのじょ わ jazz を もって いる (なに?)
ソウル に キムチ を もって いる (そう?)
かのじょ わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
かのじょ わ jazz を もって いる (なに?)
東京 に なっと を もって いる (そう?)
かのじょ わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
Abyss わ jazz を もって いる (なに?)
ソウル に キムチ を もって いる (そう?)
Abyss わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
Abyss わ jazz を もって いる (なに?)
東京 に なっと を もって いる (そう?)
Abyss わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
かのじょ わ jazz を もって いる (なに?)
ソウル に キムチ を もって いる (そう?)
かのじょ わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
かのじょ わ jazz を もって いる (なに?)
東京 に なっと を もって いる (そう?)
かのじょ わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
Abyss わ jazz を もって いる (なに?)
ソウル に キムチ を もって いる (そう?)
Abyss わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
Abyss わ jazz を もって いる (なに?)
東京 に なっと を もって いる (そう?)
Abyss わ jazz を もって いる (ah そう!)
で わ よく ききなさい (わかりました!)
Romanização
Kanojo wa jazz o motte iru (nani?)
Souru ni kimuchi o motte iru (sou?)
Kanojo wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Kanojo wa jazz o motte iru (nani?)
Tōkyō ni nattō o motte iru (sou?)
Kanojo wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Abyss wa jazz o motte iru (nani?)
Souru ni kimuchi o motte iru (sou?)
Abyss wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Abyss wa jazz o motte iru (nani?)
Tōkyō ni nattō o motte iru (sou?)
Abyss wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Kanojo wa jazz o motte iru (nani?)
Souru ni kimuchi o motte iru (sou?)
Kanojo wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Kanojo wa jazz o motte iru (nani?)
Tōkyō ni nattō o motte iru (sou?)
Kanojo wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Abyss wa jazz o motte iru (nani?)
Souru ni kimuchi o motte iru (sou?)
Abyss wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Abyss wa jazz o motte iru (nani?)
Tōkyō ni nattō o motte iru (sou?)
Abyss wa jazz o motte iru (ah sou!)
Dewa yoku kikinasai (wakarimashita!)
Tradução para o português
Ela tem jazz com ela (hã?)
Em Seul tem kimchi com ela (é mesmo?)
Ela tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
Ela tem jazz com ela (hã?)
Em Tóquio tem nattō com ela (sério?)
Ela tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
Abyss tem jazz com ela (hã?)
Em Seul tem kimchi com ela (é mesmo?)
Abyss tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
Abyss tem jazz com ela (hã?)
Em Tóquio tem nattō com ela (sério?)
Abyss tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
Ela tem jazz com ela (hã?)
Em Seul tem kimchi com ela (é mesmo?)
Ela tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
Ela tem jazz com ela (hã?)
Em Tóquio tem nattō com ela (sério?)
Ela tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
Abyss tem jazz com ela (hã?)
Em Seul tem kimchi com ela (é mesmo?)
Abyss tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
Abyss tem jazz com ela (hã?)
Em Tóquio tem nattō com ela (sério?)
Abyss tem jazz com ela (ah, entendi!)
Então preste atenção direitinho (entendido!)
- 5ª música do EP 'Balming Tiger vol.1: 虎媄304', lançada em 23 de Janeiro de 2018.
Eu, eu, eu, ela chorou quando eu
Fodi os olhos dela
Ela sente falta dos olhos dela
Eu, eu, eu, ela chorou quando eu
Fodi os olhos dela
Ela sente falta dos olhos dela
Corpo à venda
Pau sabor hortelã
Usado umas duas vezes
Dá pra perceber fácil
Fresco igual foto de mina gostosa
Banana direto do freezer da cozinha
Ainda ostentando
Nem preciso deles
Porque eu descarto
Explodo tua mente
Se eu pudesse
Seu verme de pau murcho
Pisei firme na abstinência
Me exponho e ainda recebo gorjeta
Sou stripper realista
Meus “filhos” fogem igual meu dinheiro na resina
Sou tipo vodu morto
Pode rolar o que for que eu não quebro
Claramente sou um espalhador de porra
Devia ter segurado isso
Eu perdi o controle
Essa é a vida de um homem burro e corajoso
Meus dedos fazem sangrar
Cada movimento é insano
Tudo que eles tinham
Era minha fama vazia que talvez
Talvez nem agrade ela
Mesmo não sendo ouro, volto como se fosse rei
Quando aquele filho da
Puta brilha
Tipo microfone no auge
Tipo moeda quando você dá polimento
Não vai com tudo
No meu pau porque
Eu disparo
Na velocidade da luz de uma estrela
Eu, eu, eu, ela chorou quando eu
Fodi os olhos dela
Ela sente falta dos olhos dela
Eu, eu, eu, ela chorou quando eu
Fodi os olhos dela
Ela sente falta dos olhos dela
Mas você sabe que esse pau não é de graça
Você sabe que esse pau não é limpo
Você sabe que esse pau não é kung fu
Então que porra você quer?
Acho que você devia
Baixar o tom das reclamações
Por que você fala
Como se fosse um quebrado
Você é de Songpa-gu?
Porque eu não me misturo com playboy rico
Sacando o cartão da mamãe
Trabalhando na empresa do papai
Acha que a gente não tenta o suficiente?
Você acha que mereceu isso?
Filho da puta, você é só um mimado
Seu imbecil que acha que viver é fácil
Você é frio, podre de mimado
Resumindo
A culpa é da Pme
Você não precisa entender
Você nunca deu a mínima
E eu também nunca dei
Resumindo
A culpa é da Pme
Você não precisa entender
Você nunca deu a mínima
E eu também nunca dei
Resumindo
A culpa é da Pme
Você não precisa entender
Você nunca deu a mínima
E eu também nunca dei
Resumindo
A culpa é da Pme
Você não precisa entender
Você nunca deu a mínima
E eu também nunca dei
- 6ª música do EP 'Balming Tiger vol.1: 虎媄304', lançada em 23 de Janeiro de 2018. Lançado como single em 15 de Janeiro de 2018.
Estou no canto, de novo
Levanto sóbrio, de novo
Vejo o sol
Subindo alto
Subindo comigo nesse lugar frio, frio
Senhor, eu juro, em algum lugar ainda tenho amor pra dar
Rolando meu histórico pra ver se ainda tem alguém lá
Tem sim, eu fico por aqui
Engrenagens firmes segurando meus órgãos
Tenho seguro pra não perder nada além de mim mesmo
Quero um ar fresco
E talvez algo em que acreditar
Encher o pulmão com a cidade de Seul por enquanto
Minha loja de conveniência já é o suficiente pro jeito que eu tô vivendo
Tô só no caminho ainda
Mas juro que eu tô vivendo
Mantendo o corpo funcionando enquanto trancam minha alma
Estrada difícil, garrafas de soju abrindo de novo
Ninguém sabe o que é sucesso ou fracasso
Eles só perdem o fôlego
Algo joga eles de volta pra tela inicial
Paga e tenta de novo
Músicas do passado repetindo sem sentido
Eu me acostumei a me ver apertando mãos dentro de um ciclo vicioso
Será que isso não virou uma crença da própria realidade?
Ei, senhor DJ, entra na fila
Gira a roda da fortuna até ela cair
Estou no canto, de novo
Levanto sóbrio, de novo
Vejo o sol
Subindo alto
Subindo comigo nesse lugar frio, frio
E foi só mais um set, mais um clube
Aumenta o grave que eles curtem
Na sétima série eu era fissurado em hip-hop, ouvindo Simon Dominic
Agora tenho vinte e poucos pedindo: “me mostre o dinheiro”
A vida é engraçada
Hoje eu rio pelos motivos errados
O troco das aulas particulares paga meu café da manhã
Guarda tua coleção de LP que não me interessa
Todo dia eu testemunho carreiras seis palmos abaixo
Empilhadas sob clipes cheios de números
Orgulhoso morador da cidade BDSM, geração f(x)
Deixa eles comerem Red Velvet, rookie extermination
Queria chegar em LA antes de ser descartado
Vizinho especulando, procurando mercado maior
Byung Un nos vocais, San na gravadora
Pedras voando do topo da torre dos selos
Tenho que abrir o Ableton e estudar as tendências
Esteira no estúdio, toca de novo
Estou no canto, de novo
Levanto sóbrio, de novo
Vejo o sol
Subindo alto
Subindo comigo nesse lugar frio, frio
Corta essa merda, você me vê gritando por atenção
O mercado é uma piada, só querem saber de lucrar com carro e apê
É fato
Rapper fraco culpa o “sistema do jogo”
Não me envolvo com rap “consciente”
Nem com panelinha de clã
De novo não, por que você fala como se odiasse quem está doente?
Anda como se matasse rappers
Mas só faz cócegas com caneta fina
Diz que é esforço
Mas treme quando os contratos grandes aparecem
De novo não, é isso que você tá posando pra ser?
Por que você fala assim?
Presente do inferno quando você sabe o que é vergonha
Vocês tão mexendo com rapper de cupom
Grampeando recibo num caderno
Tudo sanguessuga sugando o resto do suco
Que se foda isso, que se foda aquilo
De novo eu explodindo festas
Cala essa boca
De novo minha fome por dinheiro
Que se foda isso, que se foda aquilo
Cala a boca
Vocês são um bando de vergonha
De novo
Este artigo pertence a Melon, feita em 05 de Setembro de 2024. Nós apenas traduzimos, sendo assim com todos os créditos dados aqui.
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(Yoonhae) Quase sempre é assim. Por exemplo, tem o single que a gente lançou recentemente, “Say Yes". Eu estava passeando e ouvi alguém passando dizer “sim”. Na hora pensei: isso dá pra usar. Aí fiquei sozinho falando em voz alta: “hã? sim… sim!” desse jeito.
Pessoalmente, eu gosto de histórias meio bagunçadas, então pensei: e se eu escrever “diz sim pra mim” de um jeito meio patético? E aí essa frase também começou a soar meio assustadora pra mim. Pode ser algo que força alguém, sabe? Eu sou do tipo que, quando começa a pensar, vai longe demais e não consegue concluir. Então é isso… vai surgindo assim. Isso pode virar, aquilo também pode virar, fico andando em círculos dentro da cabeça até pegar uma coisa e encaixar.
P. Parece coisa de gênio.
(Iljun) Eu falei que a gente é super band.
(Todos) (explodem de rir)
(Yoonhae) Para com issooo~
P. Um dos lados “ssambbong-hada” do Bongjeingan é a variação. As músicas mudam bastante dentro da própria estrutura.
(Hyunjae) Do jeito que eu vejo, o método que é mais natural pra gente é simplesmente fazer. A gente se junta na sala de ensaio, um ou dois começam a fazer barulho, e o resto vai entrando. A partir daí, a gente pega essas ideias, vai acrescentando camadas aos poucos, se trava deixa descansar, começa outra coisa. E quando aparece algo legal, às vezes a gente destaca um pedaço de um trabalho antigo e encaixa em outro.
(Yoonhae) Por exemplo, no psicodélico dos anos 60–70 tem muito arranjo meio “piuim”, sabe? Eu pessoalmente fui bem influenciado por isso. Hoje em dia, se você escuta música atual, tem muita transição também. Pode ser algo super calculado, mas com a gente é diferente. Quando empaca, em vez de ficar quebrando a cabeça, é mais tipo: “ué, se eu colar qualquer coisa aqui, vira alguma coisa, né?” E fica divertido. A gente vai no fluxo da consciência. Claro que a gente também pensa nas coisas.
(Hyunjae) Pelo menos um pouco.
(Yoonhae) A gente usa memo de voz, escuta depois e decide se presta ou não.
(Hyunjae) Tem muita coisa, mais do que parece. Porque quem escuta pode nem ligar pra certos detalhes, mas entre nós vai surgindo um critério. Tipo: isso não parece muito com aquilo? não lembra algo que já fizemos? Aí a gente descarta.
P. Dá pra dar um exemplo?
(Yoonhae) “GOOD” mudou pra caramba.
(Hyunjae) Tinha uns dez minutos, né?
(Iljun) Não era uns sete?
(Yoonhae) Não, no começo não.
(Hyunjae) Era tipo quatro ou cinco minutos só instrumental, aí entrava o vocal.
(Yoonhae) Não sei se dá pra chamar de psicodélico ou o quê, mas se a parte inicial ficava longa demais, de repente virava techno lá na frente… e olha que a versão inicial de “GOOD”, a versão gravada e a versão ao vivo são todas diferentes.
(Manager) Tinha tanta variação que eu ficava pensando se eles não iam se perder tocando ao vivo.
(Yoonhae) Todo mundo pergunta isso, mas é simples. A música do Bongjeingan agora é tipo um menu degustação. Tem entrada, depois vem isso, depois vem aquilo…
(Todos) Oooh~
(Yoonhae) … pô, isso soou chique agora, né? Por que você tá segurando o riso? Menu degustação não foi estiloso?
(Hyunjae) Mas também tem isso: a gente não faz variação pra ficar cutucando o ouvinte tipo “legal, né? legal, né? tá legal, né?”
P. Falando como público, às vezes parece que a gente tá jogando um jogo de leitura de intenções com o Bongjeingan. Você acha que já decorou a música, mas quando vê o show acaba perdendo o timing de dançar. Vocês nunca se preocuparam que isso pudesse ser difícil pros ouvintes?
(Hyunjae) Desculpa, mas eu nunca considerei isso nem uma vez. A coisa mais importante, e que a gente não pode perder, é que nós precisamos nos divertir. Só assim a nossa energia continua. Se o público consegue aproveitar isso junto, já fico muito agradecido.
(Yoonhae) Em show, principalmente, o tempo e a estrutura são diferentes da versão gravada. A gente é… ah, deixa pra lá.
(Iljun) Por quê?
(Yoonhae) Sei lá, acho meio estranho ficar explicando como é a nossa música. Preferia que as pessoas só assistissem como se estivessem vendo um filme.
(Hyunjae) Se eu não estivesse no papel de criador, acho que nossas músicas pareceriam difíceis pra mim também. Mas como sou quem faz, tem coisas que ficam fáceis. Outro dia vi um vídeo que falava sobre isso: a diferença entre saber a receita e entender a essência. As pessoas que fazem Bongjeingan compartilham um objetivo, entendem isso, então tudo acontece naturalmente. É diferente de alguém de fora pegar a receita e analisar pedaço por pedaço.
(Yoonhae) Em vez de super band, somos chef band. (continua mexendo na banana)
P. Quanto vocês costumam ensaiar pro ao vivo?
(Iljun) Posso falar? É segredo…
(Yoonhae) O quê?
(Iljun) Nada, só falei por falar. (risos)
(Hyunjae) A gente ensaia, claro. Mas às vezes sinto que só ensaiar não é necessariamente a resposta certa. É tipo… energia, sabe? Tem momentos em que, jogando a gente numa situação aleatória, as coisas fluem melhor. Se a tensão tá no ponto certo, às vezes a gente até fala: “melhor não ensaiar agora”. Quando tá quentinho, a gente só continua.
(Yoonhae) Isso, era exatamente isso que eu queria dizer.
(Hyunjae) Tipo aquecer um amplificador valvulado. Quando já tá quente, às vezes é melhor não mexer. Se ensaiar demais, dá uma drenada na energia. Claro, tem bandas que precisam disso — tipo aquelas que têm que funcionar como um corpo só.
(Yoonhae) Às vezes a gente só fica batendo papo pra entrar em sintonia. Isso também é ensaio pra gente.
(Iljun) Recentemente, preparando o show do Japão, a gente se encontrou e já foi direto ensaiar — e parecia que não tava funcionando. O corpo não acompanhava. Mas depois de conversar besteira por duas ou três horas, de repente tudo começou a encaixar.
(Hyunjae) Nem sei como explicar isso direito. Quando o coração começa a se juntar tchac-tchac-tchac… (faz gesto de juntar energia no peito) quando entra nesse estado, às vezes tudo passa a dar certo.
(Todos) (caem na gargalhada)
(Yoonhae) Parece errado, mas não é errado. Vocês entendem, né? Vocês deviam ver nossos ensaios mais do que nossos shows. Mas ninguém vai poder ver.
(Hyunjae) Eu fiquei pensando nisso: como mostrar isso pras pessoas. Queria que elas pudessem experimentar nossos ensaios. Tipo, entrar quando a gente tá totalmente concentrado. Hoje em dia tem essas coisas, né? Criar nossa sala de ensaio num espaço virtual. Em VR. Você teria um avatar, e conforme chega perto do amplificador, o som fica mais alto.
(Yoonhae) O mundo tá mesmo…
(Hyunjae) Tem umas pequenas diversões do Bongjeingan aí dentro. Nesse processo.
(Iljun) Isso também é segredo comercial, mas… (e a conversa acaba indo pra outro lado.)
P. Dá a impressão de ser música de MBTI “N”. Pensamento amplo, bem livre. Vocês são assim na vida real também?
(Todos) Somos N.
P. Fora música, sobre o que vocês costumam conversar?
(Hyunjae) Sobre coisas negativas.
(Todos) (risos)
(Hyunjae) Já falei isso em outra entrevista, mas a gente não se juntou porque gostava das mesmas coisas — a gente se juntou porque odiava as mesmas coisas. Relacionamento é assim, né? Tem grupos que se formam pelo que admiram em comum, e outros porque têm aversão às mesmas coisas. Tipo: “cara, eu odeio isso.”
(Yoonhae) Acaba virando muito papo sobre música, mas a verdade é que a gente conversa pra caramba.
(Iljun) Papo é importante.
(Yoonhae) Já teve dia da gente se encontrar e nem tocar. Só ficar umas cinco horas ouvindo música e conversando.
(Iljun) Aí depois de três horas alguém fala “tá, eu tenho que ir” e simplesmente vai embora.
(Yoonhae) Ficamos tipo: “essa música não é ruim pra caramba?” É totalmente conversa de gosto pessoal.
P. E sobre a cena de bandas na Coreia, que tipo de visão vocês têm?
(Hyunjae) Hm… sinto que tem gente que pega especialmente pesado com bandas. Ficam dizendo “banda tem que ser assim”, “tem que ser assado”. Pra mim, banda é um recipiente que cabe de tudo, mas na Coreia parece existir uma imagem meio fixa. Tipo: do 1 ao 100 tem que ser tudo tocado ao vivo, tem gente que odeia usar MTR… coisas que lá fora não são problema. As bandas estão cada vez mais presas à forma, enquanto começar a fazer música ficou mais fácil — mas quem consome ainda lembra das bandas do passado por inércia. Claro que eu acho que sempre existe um descompasso de tempo entre quem cria e quem escuta.
(Yoonhae) Mesmo dentro da mesma banda as opiniões são diferentes. Eu também não curto quando tem MTR demais ao vivo.
(Hyunjae) Até dentro da banda, cada um enxerga a situação de um jeito. Eu penso que, se o som fica mais claro, é uma ferramenta totalmente válida. Tem gente que quer sentir a performance ao vivo em tempo real, mas também tem quem queira ouvir exatamente como no áudio gravado. Acho que depende do que o artista sempre entregou pros fãs, e de como entregou. Se desde o começo a música já exigia MTR, e os shows sempre foram assim, isso vira algo natural.
※ MTR: Multi Track Recorder, usado em shows como base sonora ou playback.
P. Todo mundo anda dizendo que chegou um “boom das bandas”. Será que chegou mesmo?
(Yoonhae) Pois é… isso já vem sendo falado desde o ano passado, né. Tendências são cíclicas. Teve a fase do hip-hop, depois veio o trot… E na Coreia parece que as modas vêm com tudo e somem rápido, então agora, pensando bem, esse papo de “boom das bandas” chega a ser engraçado. A gente só continua fazendo o que sempre fez — como todo mundo — e de repente vira “boom das bandas”? Talvez tenha sido só uma onda. Veio, passou batendo e vai embora.
(Hyunjae) Eu fico curioso. Será que depende da faixa etária? Quem é que acha que esse boom realmente chegou? Pra mim, parece algo que tá sendo empurrado mais pelo lado comercial. Não sinto que tenha vindo de dentro da cena. Às vezes dá até a impressão de que tem alguém espalhando isso com um megafone. Fico pensando se existe mesmo um público que sente esse boom — se são adolescentes, ou se é uma sensação pós-hip-hop. Parece uma mistura de realidade com fantasia. E se um boom tivesse mesmo chegado, teria que existir um astro que todo mundo conhece — mas não parece ser o caso. Com as redes sociais ficando mais fortes, os gostos também ficaram mais fragmentados… enfim, não chego a uma conclusão.
(Yoonhae) É tipo comida coreana. Todo mundo gosta de kimchi jjigae, né? Mas banda é mais como dizer: “ei, salada de talo de alga é gostosa.”
(Iljun) …ovo frito.
(Yoonhae) Antes era só acompanhamento, e agora tem gente gritando “é a era do talo de alga!”. Aí quem sempre gostou de kimchi jjigae começa a pensar: será que eu provo também?
(Hyunjae) Se você olha pra forma como a cultura é consumida, a Coreia é muito influenciada pelo mundo anglo-americano. Mas nem lá existem mais popstars como antigamente. Então acho que a própria era mudou. O meu padrão de “boom” vem de um tempo sem redes sociais — talvez o critério tenha mudado.
(Yoonhae) Concordo. O padrão de boom mudou, então, pros dias de hoje, talvez isso já conte como boom.
(Hyunjae) Então… deve ter chegado, né? Até agora eu achava que não sabia, mas pensando bem, talvez tenha chegado sim.
(Yoonhae) Chegou, mas vai sumir de novo.
(Hyunjae) Com certeza tudo muda mais rápido agora. Antes, a vibração de um boom parecia muito maior; hoje é como uma oscilação mais curta, mais acelerada.
(Yoonhae) Se boom é explosão… será que chegou a explodir? (risos) Talvez só estejamos vendo mais o formato “banda”, mas se isso é realmente um boom, já é outra história.
P. Tomara que vire um boom que todo mundo reconheça. E o show no Japão? Fuji Rock e tudo mais, virou boom?
(Iljun) Foi curto demais, isso que é triste. Se tivéssemos conseguido curtir juntos teria sido melhor, mas por causa das distâncias não deu tempo.
(Yoonhae) Mas quem assistiu com certeza curtiu. Teve gente que passou por acaso, mas também tinha muita gente esperando especificamente pelo nosso show.
(Iljun) Mesmo sem falar a mesma língua, dava pra sentir que gostaram.
(Hyunjae) E eu pensei: precisamos ir pra palcos maiores! Esse tamanho não dá conta da gente.
(Iljun) Não cabe a gente ali.
(Hyunjae) Eu quis me misturar mais com a cena local, e também acabei pensando bastante sobre a direção do Bongjeingan. Quero enfrentar várias situações diferentes daqui pra frente, viver mais experiências.
P. Até onde vocês querem ir como Bongjeingan?
(Hyunjae) Pra onde tiver demanda, a gente vai. Estamos bem abertos — e desde o começo nunca fomos um time que se move seguindo um plano super definido. Então espero que os próximos passos tragam coisas novas. O que tem de interessante dentro da música do Bongjeingan? Quero ouvir o feedback de pessoas que nem falam a nossa língua.
P. Última pergunta. Depois dessa conversa, que tipo de banda é o Bongjeingan?
(Yoonhae) A gente sempre fala isso entre nós: music therapy. A gente se cura mutuamente. Conversando assim, dá pra ver que não é só música — não é só “fazer banda”. Eu acho que somos um time realmente bom. Até olhando de fora, um bom “time”. É meio estranho, na real. Não somos família, nem casal. Mas… não é isso que é uma banda?
(Iljun) Pra começar, acho que o nome da equipe foi bem escolhido.
(Hyunjae) Essa agora foi boa — deu uma sensação de energia se juntando.
(faz gesto de juntar uma Genki Dama no peito)
(todos) (caem na gargalhada)
(Hyunjae) Concordo com o que o Yoonhae hyung disse. Quero registrar musicalmente os vários momentos que a gente vive. Nesse time, a forma humana é mais importante. Esse é o ponto divertido. Vou continuar pensando em como transformar essas experiências pessoais em algo que possa ser ouvido pelas pessoas.
Autorretrato (suposto): disseram que não são os rostos dos membros, mas, de qualquer forma, são três.
(Entrevista / organização: Byeon Goeun, editora especializada)